Necessidades Básicas

03/08/2012

Namorido vai até à cozinha, abre a geladeira, fica contemplativo e volta para o quarto,. Vira-se então para mim e diz, todo sério:

“-Eu gosto muito da nossa geladeira! Tem tudo o que precisamos dentro dela: água, pudim e bebidas alcóolicas! Não poderia ser melhor!”

Eu sorrio e tenho de concordar.

Cada um sabe bem quais as suas necessidades básicas e prioridades nessa vida, não é mesmo! As nossas, pelo menos por enquanto, estão mais que satisfeitas com água, pudim e bebidas alcóolicas diversas!

Estão servidos?

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Sedução. Só Que Ao Contrário!

30/07/2012

Tem uma coisa que eu chamo de Síndrome da Aliança, que consiste basicamente em você passar a ser notado pelas pessoas quando é comprometido. Se, quando solteiro, você não era lá muito cantado ou percebido, quando começa a namorar ou muda seu status de relacionamento, pessoas começam a surgir do nada, insinuando-se ou te cantando na cara dura.

Claro, faz bem pro ego sentir-se desejado, mas tem situações que chegam a ser bizarras. E, claro, são essas que eventualmente acontecem comigo. O bom é que, passado o choque, essas situações sempre rendem boas gargalhadas, seja pelo inusitado da situação, seja pela bizarrice generalizada.

Por isso, divido com vocês, duas “cantadas” que levei na última semana:

> Situação 01

Na minha rua tem uma igreja católica. Apesar de morar bem perto do centro do Rio, logo no comecinho da zona sul, minha rua tem aquele ar de vizinhança, onde todo mundo meio que se conhece, mesmo que seja de vista.

Como tenho investido no hábito de caminhar na Praia do Flamengo ao final da tarde,  passo frequentemente em frente à igreja onde, por volta das 18h, o padre responsável, encontra-se de pé em frente ao portão de acesso. Imaginem um homem de, aproximadamente, seus 40 anos, sem batina, mas com uma camisa com aquele característico colarinho dos religiosos. Nem feio, mas também não bonito, um homem normal.

Já havia observado que ele me encarava e, eventualmente, me desejava boa noite quando passava. Até que na última semana, eu passando em frente à Igreja com fones de ouvido, mas com o som desligado, ouvi a seguinte frase dirigida à minha pessoa:

“Deus abençoe tamanha formosura!”

Juro, eu ri. Porque, né? Super moderna e sedutora essa cantada.

 

> Situação 02

Sexta-feira, aproximadamente 19h. Entro no metrô da Glória, indo para o centro, onde iria encontrar com namorado e amigos para assistirmos ao musical O Mágico de Oz, no teatro João Caetano. Como seriam apenas duas estações, qualquer linha do metrô me atenderia e acabei pegando um vagão do trem Botafogo-Pavuna.

Em pé, mexendo no celular e distraído, minha atenção foi chamada por duas meninas sentadas um pouco à minha frente que me olhavam e riam. Claro que achei que estava sujo, amarrotado ou com algum problema. Foi quando uma delas se levantou e foi falar comigo, com o seguinte texto:

“Oi, meu nome é fulana e minha amiga adorou você e quer te conhecer melhor.”

Caralho, o que fazer? Me lembrei muito de quando se tem 15 anos e é necessário que um(a) amigo(a) chegue em alguém pra você. Ainda bem que já estávamos na Cinelândia e minha única resposta foi:

“Desculpa, eu vou descer na Carioca!”

E desci.

Sinceramente? Preferia ser meio invisível do que ter ganhado esses elogios. Afinal, nem pra causar aquele ciuminho gostoso no namorado serviram, só o fizeram rir! Dá pra entender, né?


Arte

17/07/2012

Gosto muito de teatro. Aquela coisa de ver os atores de pertinho, encenando o texto e você ali, praticamente participando de toda a ação, me fascina. Apesar disso, tenho ido menos ao teatro do que gostaria. Teve uma época em que namorido e eu íamos quase que toda a semana ao teatro, graças aos inúmeros cupons que adquiríamos nesses sites de compra coletiva e que barateiam tanto os ingressos. Sei lá porque, deixamos de comprar as entradas pro teatro e estávamos indo mais ao cinema.

Já havíamos ouvido falar de Arte há um tempo, talvez desde que a montagem carioca chegou aos palcos. Os inúmeros cartazes de divulgação da peça pelo metrô e o oba-oba em cima de Yasmina Reza pesaram na vontade de conferir e foi assim que acabamos comprando os cupons para conferir a montagem com Marcelo Flores, Vladimir Brichta e Claudio Gabriel no Teatro Leblon. Como assisti recentemente ao filme Deus da Carnificina, baseado na peça de mesmo nome de Yasmina Reza, esperava um bom espetáculo. O que vi em cena me surpreendeu tanto, que mesmo dias depois de ter ido ao teatro, ainda estou com a peça na cabeça.

A história acompanha três amigos e traz como ponto de partida uma singela pergunta: o que é arte? Tudo isso desencadeado porque um dos amigos,  Sergio (Claudio Gabriel), compra um quadro branco com listras brancas pela bagatela de R$ 200 mil. Marcos (Marcelo Flores) não consegue entender como alguém pode gastar tanto dinheiro numa tela branca (com listras brancas) e arrasta o amigo Ivan (Vladimir Brichta) para uma verdadeira espiral verborrágica entre os três amigos, numa discussão sem fim.

O que começa apenas como uma discussão sobre o que é ou não arte, descamba para uma fascinante análise do universo masculino e do que é e mantém uma amizade. Com tiradas divertidíssimas e atores bem competentes em cena, Arte chega ao ápice em seu final, quando você já não faz ideia de como aquela história poderá terminar. O que acontece, inclusive, de forma inspiradora.

Pra completar o programa, só saindo da sala Marília Pêra, do Teatro Leblon, e se entregando a uma orgia salivar, comendo vários deliciosos pastéis no Bar do Adão que fica ali, no mesmo complexo onde estão os teatros. Com a melhor companhia do mundo para comentar a peça e apreciar os pastéis, não há como não amar.

A nota mental é que eu aproveite mais o teatro. Apesar de adorar filmes e cinema, não posso perder o hábito de me divertir com essa arte que tanto aprecio.

Próxima peça: o musical O Mágico de Oz, atualmente em cartaz no Teatro João Caetano. Aí vou eu!


Restaurant Week

31/05/2012

Sempre fui MUITO chato pra comer. Aliás, ainda sou bastante chato pra comer. Mimado, enjoado, chame como quiser, mas nunca me imaginei experimentando alguns sabores ou me permitindo comer algo mais exótico. A aparência sempre foi, antes de tudo, o mais importante na comida para mim. Se eu não ia com a cara de alguma coisa, nunca sequer que iria nem mesmo experimentar.

Mas como o hábito faz o monge, tudo é questão de costume. E apesar de ainda ser meio reticente a alguns sabores, tenho andado propenso a pelo menos experimentar antes de dizer que não gosto. A gente cresce, né?

E comer bem é tão bom! Adoro restaurantes e comida requintada. Pena que isso às vezes  sempre sai um pouco bastante caro. Principalmente no Rio. Ô lugarzinho pra ter restaurante caro. E bom!

Foi por acaso que descobri a Restaurant Week. Uma amiga enviou o email com o link e convidando para almoçarmos todos juntos (a grande família feliz de amigos fofos, owwww!) num dia. Claro que fui desvendar a parada e acabei adorando a ideia.

A Restaurant Week nasceu em Nova York, mas essa já é a sexta edição (no Rio). Trata-se de um evento que reune uma série de restaurantes de algumas cidades brasileiras e, durante um período (esse ano, de 21/05 a 03/06), busca-se popularizar a gastronomia. Nesse ano, os menus custam R$ 31,90 no almoço e R$ 43,90 no jantar, incluindo entrada + prato principal + sobremesa. Acredite, uma senhora economia já que nesses mesmos restaurantes, muitas vezes nem mesmo somente o prato principal custa esse preço.

Por isso, na última semana eu já fui a três restaurantes dentro do evento e comi maravilhosamente bem. Branche, Marinado e Amaranto foram os meus escolhidos até o momento e, posso garantir, foram experiências maravilhosas. Pratos deliciosos, ambiente agradável e preço acessível, quer coisa melhor? Fora que fica o desejo de voltar em uma outra ocasião, o que é excelente para os restaurantes.

Por isso, fica a dica: se na sua cidade está tendo o evento culinário, vale a pena conferir. Seu paladar agradece!

E isso nem foi um post patrocinado (e poderia ser que eu nem ficaria incomodado em ganhar dinheiro pra indicar o que realmente acho bom, hehehe).


Cenas do Metrô Carioca

25/05/2012

Metrô do Rio, Estação Glória, 08:40 da manhã.

Sonolento, entro no vagão em sentido à General Osório, para mais um dia de trabalho. Distraído, vou pensando na minha cama quentinha e na série de pendências que eu tinha de regularizar. Seria mais um dia normal, se não tivesse minha atenção desviada para um casal encostado na parede do vagão, bem próximos a mim.

Descrição inevitável. Ela: periguete, calça beeeem justa, blusinha de alça, alguns muitos quilos a mais saltando da calça justa e da blusinha, com o vocabulário pontuado pelas expressões nem e no meio das frases. Ele: alto e magro, roupa que se pretendia social (mas que deixava o observador na dúvida se ele era um crente, um porteiro ou alguém apenas com mal gosto), cordão e pulseiras douradas.

O casal parecia fazer uma limpeza nas paredes do vagão, tamanho era o esfrega-esfrega em que se encontravam. ÀS.OITO.HORAS.DA.MANHÃ.DENTRO.DO.METRÔ. As pessoas, constrangidas, fingiam não olhar, mas observavam de rabo de olho tamanha paixão matutina, com direito a beijos cinematográficos, mãos bobas bem ousadas e alguns gemidos abafados.

Foi ali pela estação Flamengo que tudo desandou. O que era fogo e paixão virou, à princípio, uma pequena discussão entre os dois. Aos poucos, a conversa alterada foi ganhando mais volume e começaram a chover expresões como viado vagabunda. E as pessoas próximas, inclusive eu, começaram a dar disfarçados passinhos para o lado, procurando uma distância segura dos dois.

Um dedo dele apontado na cara dela começou a confusão. Os gritos tomaram o ambiente e vários tapas foram dados no rapaz, que só conseguia reagir chamando-a de puta e vagabunda. O pessoal do “calma, calma” resolveu se manifestar e um silêncio constrangedor tomou conta do vagão. Até que na estação Cardeal Arcoverde a moça saiu intempestivamente do vagão e o rapaz foi atrás dela.

Dentro do vagão, todos acompanhávamos a cena que se desenrolava na plataforma com um bizarro interesse. Puxada pelo braço pelo rapaz, a periguete se revoltou e virou um sonoro tapa na cara de seu stalker amoroso. Vexatoriamente exposto para todos no metrô, o jovem reagiu, segurando a garota pelos braços, que começou a gritar por socorro, chamando a segurança e se dizendo atacada.

Foi exatamente nessa hora que o vagão fechou suas portas e seguiu viagem. Na cara de todos os passageiros, a decepção de não conseguir acompanhar até o fim o primeiro barraco do dia. E, tenho de confessar, fiquei curioso para saber como tudo aquilo se desenrolaria.

Pois é, curiosidade é foda! Principalmente se você é apenas um mero espectador da vida alheia.


Retórica

08/05/2012

Domingo, 06/05/2012. Prova da Petrobrás.

Sabem aquelas provas que você nem sabe pra que se inscreveu? Então que eu sou meio assim: me inscrevo para provas e vou para elas com uma fé no “vai que…” que chega a me comover. Porque, vou ser bem sincero: eu nunca estudei na vida. É feio, eu sei, mas nunca tive o hábito, essa coisa de chegar em casa, sentar com os livros, aprender as coisas, saca? Sempre prestei atenção nas aulas e pronto, me virava bem, fazia as provas, passava.

E olha que sempre fui bom aluno, sempre entre as três melhores notas da sala. Pelo menos até a faculdade, quando relaxei de vez e estar na média já estava bom, essas coisas que a rebeldia universitária faz com você.

Aliás, entrei na faculdade assim, bem nas coxas mesmo. Me inscrevi no vestibular, fiz a prova e acabei aprovado pra uma federal. Vamos cursar, né?

Teve também o meu emprego público. Por sorte ou azar, passei muito bem pra um concurso que sequer me lembrava que tinha me inscrito. O salário nunca foi ruim, os benefícios sempre foram muito bons e vamos nessa, já há quase 10 anos na mesma empresa e sem reclamar muito. Porque quando paro e penso que tudo poderia ser bem pior, desisto de reclamar.

Mas a prova de domingo me deixou pensativo. Para situar vocês: fui para a prova depois de ter bebido todas na comemoração de aniversário de um amigo na véspera. Fui dormir tarde, acordei sem nenhum pique e, pra completar, não via a matéria do concurso desde que terminei a faculdade, no distante ano de 2007.

Saí do Humaitá, onde realizei a prova, exatamente 1h30min depois dela ter começado, certo que tinha ido MUITO mal. Mas então saiu o gabarito e me assustei: mandei benzaço em português e inglês e nas específicas nem fui tão ruim quanto imaginei. Na verdade, acho que até passei na bendita prova. Tudo bem, vou passar naquele ponto de corte e tal, mas vou passar.

Foi então que fiquei pensando: porra, por que eu não estudo? Porque se cinco anos depois de ter terminado a faculdade eu encarei uma prova com matérias que eu não vejo há tanto tempo e nem fui tão ruim assim, se eu tivesse estudado era bem capaz de eu passar numa porcaria dessas. Então, por que não tomo vergonha na cara e não estudo?

Pois é, eis uma boa retórica.


Oi, eu tô bem! E você?

23/04/2012

As coisas nesse blog andam um tanto quanto largadas e não há nenhum motivo especial para isso. Apenas ando com preguiça de escrever aqui. Ou será que ando sem ter o que dizer da minha vida? Talvez, quem sabe… Depois de tanto tempo mantendo um blog, falando de um cotidiano tão comum, os assuntos podem ter rareado ou eu me tornado menos egocêntrico. Como acho difícil a segunda opção, acho que passo por aquela fase (cíclica) de andar enjoado do blog em si. Somando-se a isso o fato de eu escrever diariamente assuntos diversos para alimentar outros blogs, o meu dia-a-dia pode ficar um pouco pra lá e sem graça pra ser compartilhado.

Mas a vida, essa fanfarrona, vai muito bem. Depois de mais de um ano com o namorido, aquela empolgação inicial vai dando lugar a uma calma gostosa proveniente da convivência diária. Os hábitos de um e do outro vão se sincronizando e, nem por isso, a alegria de estar junto diminui. Pelo contrário, já que a rotina pode ser boa, quando não cai naquela mesmice. E como eu adoro a nossa rotina acolhedora, os nossos amigos, os nossos programas e os nossos planos. Acho que encontrei um meio termo tão gostoso de se estar, que somente essa certeza me faz ainda mais feliz.

No  trabalho vamos indo, contornando os problemas operacionais que atrapalham diretamente o meu próprio rendimento. Mas, depois de anos convivendo com essa bola de neve e sabendo que ela não vai se desfazer, a gente cria uma casca, se adapta e vai levando. E como tenho um botãozinho de On/Off dos bons, que desligo com uma facilidade incrível depois das 17h, isso não me martiriza. Me irrita, emputece, mas depois que saio daquele mundo corporativo, tudo isso fica pra lá, trancadinho numa escritório de Copacabana.

Já os planos são os que mais me animam. As viagens, os passeios, tudo aquilo que faz o tal do trabalho fazer sentido para mim. Escrevo esse post de Curitiba, onde vim passar o final de semana prolongado pelo feriado no Rio (23 de abril, salve, Jorge!). Amanhã, de volta à rotina, penso na ida a Paraty que já está agendada e na mais que esperava viagem aos EUA, com direito a mais de uma semana em NY, em setembro. E penso nos passeios, e nas compras, e nas boas companhias que terei na viagem. Como é bom planejar!

Enquanto isso, os projetos pessoais vão se encaminhando. O Pop de Botequim vai aumentando sua audiência de forma significativa e eu me divirto fazendo-o se expandir. Aliás, já curtiu a nossa página no Facebook? Ah, pára, é só uma clicada, um Curtir e pronto, fez um blogueiro feliz. Mas eu ajudo e dou o caminho: é só clicar aqui!.

Além disso, o convite está feito: como quero aumentar a abrangência do blog, se quiser escrever sobre cultura pop em geral, sinta-se convidado. Comentando aqui nesse post eu entro em contato com email e quem sabe não nos divertimos juntos, escrevendo e sendo lidos? A média mensal de acessos do PdB está na faixa dos 10 mil visitantes únicos por mês e, tenho certeza, a tendência é crescer ainda mais. Com mais gente que escreve bem – como muitos de vocês -,  isso pode ser ainda mais fácil. Por isso, se houver interesse, vamos nos falar.

No geral é isso. O post começou com uma página em branco que eu não tinha ideia do que falar, passou por mim e meu ego grande e terminou num convite para colaborações. Acho que sou bem desses, sem foco e sempre mirando alguma coisa que não sei exatamente o quê.

Welcome to my life!