Almoço de Domingo

06/08/2012

Sabe aqueles momentos que valem a pena, apenas pela alegria e descontração usufruída? Considero esses os mais especiais e os coleciono em minha caixinha de memórias.

Ontem, pleno domingão, recebi em casa para o almoço uma amiga de Belo Horizonte que estava no Rio para resolver algumas pendências particulares. A conheci pela internet, já que escrevíamos no mesmo blog sobre séries de televisão e, com troca de emails diversos e conversas via skype, criamos um carinho um pelo outro. Já a conhecia pessoalmente, de outra vinda dela ao Rio, tempos atrás. E o reencontro foi tão gostoso, regado a comilança e bebidas.

Ela estava no Rio para tirar seu visto, já que vai fazer metade do seu doutorado na Inglaterra. Fiquei tão feliz por ela. Tenho mó orgulho desses meus amigos cabeça, cheios de foco e projetos acadêmicos. E uma certa invejinha, já que tenho uma preguiça mortal de me dedicar a coisas do tipo.

Em casa, com mais duas amigas queridas e o namorido, preparei um almoço gostoso (ficou delicinha: lasanha e cortes de frango ao forno), tomamos um vinho espanhol que ninguém sabe quem deixou na minha casa (abafa!) e apreciamos uma sobremesa deliciosa feita pela amiga de BH (bombom aberto, uma coisa boa boa, com base de brigadeiro branco, morangos picados e cobertura de chocolate meio-amargo… Nhammmm!).

Fora os papos, as fofocas e o carinho no ar.

Adoro domingos. E adoro amigos. Principalmente aqueles que, mesmo distante, quando presentes, fazem a vida da gente tão mais divertida.

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Necessidades Básicas

03/08/2012

Namorido vai até à cozinha, abre a geladeira, fica contemplativo e volta para o quarto,. Vira-se então para mim e diz, todo sério:

“-Eu gosto muito da nossa geladeira! Tem tudo o que precisamos dentro dela: água, pudim e bebidas alcóolicas! Não poderia ser melhor!”

Eu sorrio e tenho de concordar.

Cada um sabe bem quais as suas necessidades básicas e prioridades nessa vida, não é mesmo! As nossas, pelo menos por enquanto, estão mais que satisfeitas com água, pudim e bebidas alcóolicas diversas!

Estão servidos?


O Que Fazer Para Não Morrer

01/08/2012

Caminhando de volta para casa na noite da última terça-feira ao lado do namorido, logo depois de assistirmos ao filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (que é muito bom, por sinal), eu lamentava o fim de mais uma franquia, ao mesmo tempo em que demonstrava preocupação. E  minha explicação para o namorido do motivo da minha preocupação é que originou esse post.

É bem simples e eu achava que todo mundo fazia isso: eu leio livros e assisto filmes e séries para não morrer, oras! Isso não é evidente?  Mas vou tentar explicar para quem não pegou a sutileza da parada.

Quando eu lia Harry Potter, logo nos primeiros livros, eu cheguei à uma brilhante conclusão: eu não podia morrer antes de saber o final daquela história. Mais tarde, comecei a acompanhar Lost na televisão e era óbvio que eu não poderia morrer sem entender o que se passava naquela ilha (eu não morri, a série acabou e, mesmo assim, algumas coisas da série ninguém entendeu, nem mesmo os roteiristas).

Com o tempo, fui me viciando em outras histórias, literárias ou audiovisuais, que, por suas estruturas episódicas, me obrigavam a esperar o lançamento de capítulos futuros. Claro que eu não poderia morrer antes de descobrir o final dessas histórias, afinal, se eu morrer, acabou-se tudo, inclusive o resto do mundo, não?

Então, é por isso que eu leio e assisto a filmes e séries: para me manter vivo!

Ao explicar isso ao namorido, ele, com sua sutileza peculiar e uma cara que sempre faz quando quer dizer algo solene, me disse apenas uma frase:

“Você me preocupa, deveria procurar um analista!”

Poxa, ninguém me entende!
😦