Oi, eu tô bem! E você?

23/04/2012

As coisas nesse blog andam um tanto quanto largadas e não há nenhum motivo especial para isso. Apenas ando com preguiça de escrever aqui. Ou será que ando sem ter o que dizer da minha vida? Talvez, quem sabe… Depois de tanto tempo mantendo um blog, falando de um cotidiano tão comum, os assuntos podem ter rareado ou eu me tornado menos egocêntrico. Como acho difícil a segunda opção, acho que passo por aquela fase (cíclica) de andar enjoado do blog em si. Somando-se a isso o fato de eu escrever diariamente assuntos diversos para alimentar outros blogs, o meu dia-a-dia pode ficar um pouco pra lá e sem graça pra ser compartilhado.

Mas a vida, essa fanfarrona, vai muito bem. Depois de mais de um ano com o namorido, aquela empolgação inicial vai dando lugar a uma calma gostosa proveniente da convivência diária. Os hábitos de um e do outro vão se sincronizando e, nem por isso, a alegria de estar junto diminui. Pelo contrário, já que a rotina pode ser boa, quando não cai naquela mesmice. E como eu adoro a nossa rotina acolhedora, os nossos amigos, os nossos programas e os nossos planos. Acho que encontrei um meio termo tão gostoso de se estar, que somente essa certeza me faz ainda mais feliz.

No  trabalho vamos indo, contornando os problemas operacionais que atrapalham diretamente o meu próprio rendimento. Mas, depois de anos convivendo com essa bola de neve e sabendo que ela não vai se desfazer, a gente cria uma casca, se adapta e vai levando. E como tenho um botãozinho de On/Off dos bons, que desligo com uma facilidade incrível depois das 17h, isso não me martiriza. Me irrita, emputece, mas depois que saio daquele mundo corporativo, tudo isso fica pra lá, trancadinho numa escritório de Copacabana.

Já os planos são os que mais me animam. As viagens, os passeios, tudo aquilo que faz o tal do trabalho fazer sentido para mim. Escrevo esse post de Curitiba, onde vim passar o final de semana prolongado pelo feriado no Rio (23 de abril, salve, Jorge!). Amanhã, de volta à rotina, penso na ida a Paraty que já está agendada e na mais que esperava viagem aos EUA, com direito a mais de uma semana em NY, em setembro. E penso nos passeios, e nas compras, e nas boas companhias que terei na viagem. Como é bom planejar!

Enquanto isso, os projetos pessoais vão se encaminhando. O Pop de Botequim vai aumentando sua audiência de forma significativa e eu me divirto fazendo-o se expandir. Aliás, já curtiu a nossa página no Facebook? Ah, pára, é só uma clicada, um Curtir e pronto, fez um blogueiro feliz. Mas eu ajudo e dou o caminho: é só clicar aqui!.

Além disso, o convite está feito: como quero aumentar a abrangência do blog, se quiser escrever sobre cultura pop em geral, sinta-se convidado. Comentando aqui nesse post eu entro em contato com email e quem sabe não nos divertimos juntos, escrevendo e sendo lidos? A média mensal de acessos do PdB está na faixa dos 10 mil visitantes únicos por mês e, tenho certeza, a tendência é crescer ainda mais. Com mais gente que escreve bem – como muitos de vocês -,  isso pode ser ainda mais fácil. Por isso, se houver interesse, vamos nos falar.

No geral é isso. O post começou com uma página em branco que eu não tinha ideia do que falar, passou por mim e meu ego grande e terminou num convite para colaborações. Acho que sou bem desses, sem foco e sempre mirando alguma coisa que não sei exatamente o quê.

Welcome to my life!


O Que Vem Depois?

02/04/2012

Mesmo sendo de família religiosa, acho que nunca parei muito pra pensar no que viria pela frente, no depois que essa existência chegasse ao seu final.

Para meus pais e sua crença (que hoje vejo muito claramente, nunca foi a minha), estamos aqui apenas esperando que Deus acerte suas contas com o Diabo e a Terra vire um paraíso. Para os espíritas (e não sei muito bem a divisão entre um e outro), a reencarnação é uma possibilidade; enquanto para os católicos e alguns evangélicos, o céu ou o inferno nos aguardam.

E o que eu efetivamente penso disso tudo? Nunca me importei, na verdade. Se estamos aqui de passagem; se existe um depois que vamos descobrir quando enfim morrermos; se ao fecharmos os olhos e nosso cérebro parar de funcionar,  é um simples puft, acabou! Para mim, até então, isso era assunto filosófico-particular e que, sinceramente, não me interessava. Mas, de uns tempos para cá, tenho sido surpreendido com pensamentos do tipo: o que vem depois? Será apenas isso realmente?

Antes de mais nada, deixo claro que não acredito no conceito de Deus da maioria das pessoas. Não que eu desacredite de algo superior, mas é forçar demais a barra o que nos empurram goela abaixo desde sempre. O tal Deus de Amor pregado pelas pessoas não condiz com o Deus rancoroso do Velho Testamento e que promete mandar tudo pro espaço no livro de Apocalipse. Desculpa ae, mas acho que se Deus existe de verdade, ele deve estar muito ocupado (ou curtindo umas boas férias no infinito de sua onipresença) pra se preocupar pessoalmente com cada um dos bilhões de pessoas que vivem hoje na terra, fora aqueles que por aqui já passaram. Além disso, se esse Deus realmente existisse, porra, tremendo de um fanfarrão, todo trabalhado em observar o grande Big Brother chamado Terra, não é não?

Ao mesmo tempo, não consigo desacreditar de tudo também. Sei lá, é muita pretensão achar que estamos nesse universo em expansão sozinhos, sendo os únicos seres pensantes por aí. Deus, deuses, extraterrestres, inteligências superiores. Sei lá, eu devo acreditar em alguma coisa que ainda não faço ideia do que seja. Quando a corda aperta pro meu lado, não tem jeito, inconscientemente eu peço por ajuda. Vai que na hora tem alguém olhando praquela câmera que me filma o tempo todo nesse reality chamado vida e me dá um help de última hora?

Não sei se é a idade, mas tenho parado cada vez mais para me perguntar: para que tanto conhecimento, trabalho, conforto e situação financeira se uma hora ou outra eu vou deixar de existir. E então, o que há de vir?

Não, não quero ser convertido. Muito pelo contrário, tenho verdadeiro ASCO de quem tenta me converter a aceitar as suas crenças particulares, ainda mais se vier com o papo furado de Bíblia pro meu lado. Eu posso acreditar em alguma coisa, mas é certo: na Bíblia eu NÃO acredito.

Dessa forma, não pense que esse texto é um pedido de socorro de uma alma desesperada, porque não é. São apenas palavras avulsas sobre um assunto que passou pela minha cabeça enquanto não tinha nada de mais importante para pensar, como por exemplo: o que será que terei para o jantar?