Aleatoriedades Pós-Férias

28/03/2011

Carnaval, férias, namoro, ócio – muito ócio! – e nenhuma vontade de escrever. Na verdade eu até pensava que poderia escrever algo para, logo em seguida, voltar para minha preguiça e ficar jogado assistindo a um episódio de Criminal Minds ou simplesmente lendo alguma coisa qualquer.

Mas como tudo que é bom dura pouco, cá estou eu de volta para minha rotina, doido novamente para tirar novas férias, mas ligeiramente mais animado para voltar para meus hábitos diários – incluindo escrever.

O namoro vai bem, MUITO obrigado. Passei tanto tempo curtindo a vibe solteiro no Rio de Janeiro que até tinha me esquecido como eu gosto de namorar, de ter alguém me esperando, me mimando, de fazer programas de casal . E eu dei a sorte de achar alguém que é quase uma cópia minha um pouco mais velha, com os mesmos gostos e aptidões, mas que mesmo assim consegue me surpreender ao me apresentar seu mundo, com algumas coisas tão novas para mim.

Há muito não me sentia tão feliz. A vida profissional vai bem, a sentimental excelente e não vivo grandes dilemas existenciais. Tenho vivido a serenidade de um mar tranquilo. Confesso que, às vezes, bate aquele medo do que pode vir – porque sou desses, que desconfiam quando tudo está muito bom e se depois de toda tempestade vem a bonança, o contrário também pode ser verdade, né?! -, mas tenho me deixado levar pela maré, que me sacode calmamente para lá e para cá, como se eu estivesse sendo, depois de muito tempo, ninado pela vida.

Alguns projetos paralelos ocupam meu tempo e minha criatividade, além de estar me divertindo fazendo um curso de MBA. Parece que tem alguém de bom humor para comigo e eu correspondo, sorrindo de volta.

Das coisas que meu namorado diz.

O assunto era American Idol e eu comentava sobre o tema das apresentações da semana.

Eu: Olha, o tema é o ano em que você nasceu!
Namorado: Jura, que legal! Vai ter muita coisa interessante!
Eu: Pois é, bastante material.
Namorado: Mas por que será que escolheram especificamente o ano de 1975?

Pergunto: tem como não amar? s2

It’s always been about me myself and I
I thought relationships were nothing but a waste of time
I never wanted to be anybody’s other half
I was happy saying that our love wouldn’t last
That was the only way I knew till I met you
I Do (Colbie Caillat)

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Considerações Pós-Carnavalescas

09/03/2011

Mais uma vez Momo se recolhe e nós, foliões ou não, voltamos à nossa rotina. Esse ano meu carnaval foi especialmente mais interessante. De mil planos que eu tinha, acabei curtindo a folia da forma mais inusitada e inesperada para mim: namorando. Porque sim, apesar de um pouco de drama (ah, confessa, com drama é mais gostoso, né?) e mil e uma conversas, eu deixei o maravilhoso mundo dos solteiros e pulei, na véspera de carnaval, sem rede de proteção, no abismo das pessoas comprometidas. Estou bem e, segundo meus amigos, irritantemente feliz e açucarado. #SouDesses

Os dias de folia foram divertidos e emblemáticos. Recebendo um dos meus melhores amigos, que mora em Minas, em casa para o carnaval, intercalei a bagunça dos blocos e da Farme de Amoedo, com momentos de preguiça jogado na cama vendo televisão com meu namorado. E o coitado já teve logo a prova de fogo: foi apresentado para vários amigos de cara e, quase todos, o acolheram muito bem (o que não é difícil, porque eu escolho bem e o namorado é mais do que agradável).

Como depois de toda tempestade vem a bonança, estou vivendo aquela fase boa de planos e projetos, de marcar viagens e escolher os itinerários, de pensar no que comer no jantar e da melhor forma para apresentar para o namorado o meu mundo, os lugares que gosto de frequentar e de me divertir. Aquelas coisas idiotas de casal que eu já nem me lembrava mais que gostava tanto de fazer.

Pra coroar o momento, estou saindo de férias – de novo \O/ – e tenho 20 dias de ócio para aproveitar. Quero pegar uma corzinha porque estou meio desbotado, curtindo um pouco de sol e praia aqui no Rio. Já marquei uma viagem para Juiz de Fora com o namorado e a amiga mais linda (não conta pras outras, PSIU!). E PRECISO passar pelo menos uns 4 dias na casa dos meus pais, comendo e dormindo e voltando a comer para logo em seguida dormir. Essa é a minha vida, Brasil!

A merda é que meus amigos já me alertaram: eu namorando viro um chato e não quero encher vocês com (mais) melação aqui no blog. Por isso vou pensar em como postar aqui sem que vocês tenham vontade de raspar a língua com uma gilette ou de me mandar pra putaquemepariu! Mas garanto que não vou parar de escrever, porque isso eu faço feliz e despretensiosamente!

Beijos pós-carnavalescos para todos!

Se você voltar pra mim
Juro para sempre ser arlequim
E brincar o carnaval
Viver uma fantasia real…
Colombina (Ed Motta)


Da Poesia de Estar Apaixonado

02/03/2011

E de repente sua vida muda. Você, que andava tão cínico, se vê apaixonado, em estado de graça, por alguém por quem você não deveria estar. Você contraria a si mesmo, você quebra suas regras. O que era jogo deixa de ser importante e cada momento juntos tem um peso diferente, uma sensação nova, uma sabor a mais.

O interessante é que ele também parece apaixonado. Os olhos não deixam que você tenha dúvidas: ele está tão perdido quanto você em seus sentimentos. Ele não sabe o que fazer, como agir, como tomar qualquer decisão.

Mas você não cobra. Nunca cobraria, nunca pediria, não teria coragem. Você sabia as regras, você decidiu se envolver, você pulou do precipício. E ele pulou junto. Assim, até o que parecia “errado” começou a ter sentido nesse mundo onde vocês dois são os habitantes.

Então veio aquela semana maravilhosa. Todos os dias juntos, sendo cada dia melhor que o anterior e a vontade do dia seguinte mais intensa a cada despedida. Os olhares significativos, os toques que diziam mais do que palavras e a constatação óbvia: não dá pra disfarçar.

Você, que havia decidido aproveitar cada momento como se fosse o último é então surpreendido por ele: quer você pra ele, que quer ser somente seu. Assim, de euforia você experimenta o medo e se pergunta: “e agora, é isso que eu quero?”. E é nessa exata hora que ele sorri e então tudo faz sentido.

Se vai ser eterno ou infinito enquanto durar? Danem-se os poetas. Eu estou sentindo e, só por isso, já teria valido a pena.

Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã (…)
Não dá mais pra segurar: explode coração!
Explode Coração (Ivo Pessoa & Shirle de Moraes)