Interrompemos Nossa Programação…

22/12/2010

Sendo bem sincero, devo dizer que não gosto nada nada de trabalhar. O faço porque preciso de dinheiro para fazer o que gosto (e o que gosto geralmente é bem caro, uma merda!). E morro de inveja de quem efetivamente sente prazer em acordar todos os dias e ir para seu trabalho, se sente uma pessoa melhor por isso. Por mim, eu acordaria tarde todos os dias, não faria nada o dia inteiro e morreria de preguiça mesmo assim. Vida perfeita, meus caros! (Nota Mental: Jogar na Mega-Sena).

Mas como o mundo não é perfeito como deveria ser para mim, eu cumpro o que se espera de mim, faço meu trabalho e sou pago por ele. Entretanto, quando vai chegando uma certa época do ano – aquela mesma, que antecede as férias – eu meio que surto. O trabalho fica mais chato, os dias mais longos, as pessoas mais insuportáveis. E quando vejo que meu humor está oscilando mais que o normal sei que é porque estou precisando de férias urgentes.

Felizmente, as minhas já estão logo ali. Saio efetivamente de férias nos primeiros dias de janeiro, mas por um bom acordo e circunstâncias divinas (leia-se: folgas mais do que merecidas) trabalho até a véspera de Natal e depois sóóóóó no fim de janeiro. Obrigado Senhor!

Esse ano, uma viagem esperada: logo no dia 27 embarco para Europa. Destinos? Paris, Londres, Madri. E meus amigos rindo pois estou feito pinto no lixo pensando na EuroDisney. Aliás, estou abstraindo completamente nevascas, possíveis paralizações em aeroportos, o calor de mais de 40º do Rio de Janeiro e as temperaturas abaixo de zero na Europa. Eu quero mais é beijar na boca e ser feliz (mentira, nem vou fazer isso por lá!).

Se falo alguma coisa de frânces? Além de Voulez-vous coucher avec moi, ce soir, nadinha de nada. Me viro no inglês e utilizo a linguagem universal da mímica. Rá! Sou super preparado para aventuras internacionais.

Dito isso, me despeço de vocês. Pelo menos até o ano que vem, é claro! Mas como adoro trocar idéias e escrever essas barbaridades por aqui (ainda me surpreendo de ser lido por vocês), não poderia deixar de desejar um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de clichês para todos vocês.

Porque eu volto, meus caros. Eu sempre volto.

Um beijo!

Voulez-vous coucher avec moi, ce soir
Voulez-vous coucher avec moi
He sat in her boudoir while she freshened up
Boy drank all that magnolia wine
On her black satin sheets
Is where he started to freak, yeah
Lady Marmalade
(Christina Aguilera/Lil’ Kim/Pink Fairies/Mya)


Virgindade

15/12/2010

Eu tenho um amigo virgem. Não sei se ele se guarda para alguém, se o é por falta de coragem ou se não se considera pronto para deixar de ser virgem. Eu (e todo mundo), claro, sacaneio demais essa particularidade de sua vida, mas, sinceramente? Acho até que é bonitinho esse estado. E penso que transar pela primeira vez não deve ser uma obrigação devido às pressões dos amigos/sociedade. Se fosse para eu falar sério com ele (mas isso ia tirar muito da graça de sacaneá-lo por ser virgem) ia dizer apenas uma coisa: relaxa! Tudo acontece na hora certa, por mais clichê que isso possa parecer.

Dias atrás, conversando com um grupo de amigos, falávamos sobre nossa primeira vez. Sobre como, quando somos virgens, ansiamos aquele momento, esperamos, fantasiamos, temos medo de decepcionar. E, a conclusão geral é que a primeira vez quase nunca é boa. A minha, pelo menos, não foi. Toda aquela carga de obrigação e toda aquela tensão acabam tirando um pouco a magia da parada. Depois que você perde aquele maldito status de virgem, você pode se soltar mais, ir descobrindo o sexo e como o encontro de dois corpos (às vezes, três, mas divago) pode ser tão bom. Na verdade, você se permite explorar mais, não tem a vergonha de fazer algo ‘errado’ e desapontar o outro. Você pode ser um pouco mais egoísta e descobrir o próprio prazer.

Sou daqueles que acham que sexo se aprende com a prática. Quanto mais se pratica, melhor pode ficar. E não me refiro apenas à virgindade em si. Pois, você deve concordar, sexo com intimidade é sempre melhor. Por mais espetacular que tenha sido aquela foda com alguém que você acabou de conhecer, o sexo tende a melhorar com a intimidade que se adquire depois que se passa a conviver. E não estou entrando no mérito de que ‘sexo com amor’ é melhor (até é, fazer sexo apaixonado é bom pracarai), mas sim dizendo que quanto mais você conhece o outro e o outro te conhece, mais gostoso o envolvimento sexual pode ficar.

Mas para a primeira vez, acho legal que seja feito com alguém que seja cuidadoso e saiba que por mais idiota que seja, a gente dá valor àquele momento. É como um rito de passagem, na verdade. Já fui o primeiro cara de algumas pessoas nessa vida e acho que desempenhei o papel direitinho. Não porque sou o fodão desvirginador, mas sim porque sei que apesar da insegurança, todo mundo quer se sentir especial naquela hora e eu sei fazer isso quando quero. #ModestiaFeelings

No fim das contas, uma hora (quase) todo mundo deixa de ser virgem. E com o passar do tempo e das experiências, nos damos conta de que dávamos valor demais a um status que pouco quer dizer e que quase nada fala sobre nós. E chegamos ao ponto da vida em que quando alguém fala de virgindade, temos de nos esforçar para nos lembrar da época em que fomos assim… A long time ago…

Like a virgin, touched for the very first time
Like a virgin, with your heartbeat next to mine…
Like a Virgin (Madonna)


Essa Estranha Coisa Chamada Vida Alheia

12/12/2010


Parece até ficção, mas nem é. É só surreal mesmo.

Tenho um amigo, que atualmente tá mais pra conhecido, devido ao nosso pouco contato. Bom moço, bobinho, com um código ético vindo diretamente do século XVIII. Aquele tipo de cara que todo mundo jura que é gay, mas que é tão gay que só ele não percebe isso. Podemos até estar errados, mas… Sei lá. Já dei dicas, tentei tirá-lo do armário, mas deixei pra lá.

Ele se ‘apaixona’ por mulheres impossíveis. A ponto de já ter declarado que o sonho de sua vida é ter uma filha (tem de ser menina), mas sem o inconveniente da mulher. Já se apaixonou por uma menina que ficou doida pra dar pra ele e, por que ele não comeu? Porque ela tinha namorado. Ele saia com ela, andava pra cima e pra baixo de carro, a menina quase esfregava a dita cuja na cara dele e ele nada; chegou ao ponto de comprar uma aliança caríssima para a menina, mas não comeu porque ela tinha namorado. Quando soube que a menina tava dando pra outro (que não era o namorado), ficou puto e disse que as mulheres de hoje em dia não são confiáveis. E sofreu, sofreu e sofreu. #NósRimos

Mas eis que o que não parecia poder ficar pior, ficou. Ele conheceu uma outra menina. Crente. Daquelas que nem se depilam e devem ter uma moita debaixo do braço. A menina é casada. A menina toca na igreja. A menina é O ERRO! E o que acontece? Ele se apaixonou por ela, claro!

Se aproximaram, ficaram amigos, ela começou a reclamar do marido, do casamento, se envolveram emocionalmente. E ele comeu a menina? Não, claro, ele não faz isso.

Ele faz coisa muito pior! Ele a levou pra morar com ele, junto com a mãe e a avó. E alugou um apartamento que mantém de aparência pros crentes da igreja, pro (ex)-marido e pra família da menina. Porque os pais da garota falaram que ficar casado nem é preciso, mas divorciar-se NUNCA! Manter as aparências, a gente vê por aqui.

Detalhe importante: houve uma evolução. Eles se pegam. Sim, apenas se pegam, porque sexo convencional, órgão sexual com órgão sexual, não pode, é pecado. Mas como assim? Uai, pode tudo, menos sexo convencional. #HipocrisiaFeelings total! Claro que eu já imaginei mil coisas, né? Mas como minha imaginação, às vezes, pode ser bem cruel, eu desisti de imaginar porque não eram legais as possibilidades que eu aventava.

E como ele anda com essa história toda? Feliz da vida!

Falou, pra outros amigos em comum, que a mãe dele disse que a menina nunca mais vai sair da casa deles, afinal, ele a trata como uma princesa. Eu teria encarado como uma super indireta da minha mãe. O que ele disse?

-Mas claro que ela vai ficar comigo pra sempre. Agora ela tem referencial, sabe o que é bom, conheceu um homem de verdade.

Hum… É… Então tá…

Tenho pena. Mesmo.

Olha ali, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrar, será que ele vai perceber?
Que foge sempre do lugar, deixando o ódio se esconder…
Cara Estranho (Los Hermanos)


Papos de Bar

07/12/2010

Novato: Qual é a dele?
Amiga: Ih, tá afim? Você vai ter que dar!
Novato: Jura? Também sou ativo!
Amiga: Só come, meu amô!
Novato: Posso só chupar? Adooooro!

Eu: Acho o loirinho infinitamente mais bonito que o moreno.
Amigo: Tá, eu fico com o moreno então.
Eu: Nossa, como você aceita rápido, não quer negociar?
Amigo: Não precisa. Não tenho gosto, eu tenho é pressa!

Ele: Como foi sua primeira vez?
Eu: De quê?
Ele: De tudo, sexo.
Eu: Putz, faz tanto tempo.
Ele: E você não lembra?
Eu: Eu sim, não sei se você vai querer lembrar depois que eu contar.

Eu: Como assim ele fantasia com você?
Amiga: Sei lá, o pessoal disse que ele contou que me ‘homenageia’. Que nojo!
Eu: Mas nojo por quê? Ele bate uma e pensa em você, olha que legal.
Amiga: Ele é feio! Muito feio.
Eu: Ah, tá, entendi. Que nojo!

Conhecido: Ele disse que faz o que for preciso pra ficar comigo.
Amiga: Que bonito!
Conhecido: É, também achei! Tão fofo.
Amiga: Mas e você, tá empolgado.
Conhecido: Claro que tô. Ele me falou que vai me dar algo importantíssimo, para eu ver que ele não tá de brincadeira, que realmente quer ficar comigo.
Eu: O cu?

 

Se você quiser me acompanhar, vou te convidar
Prá ir prá onde? Bora! Bora!
Vamos simbora pr’um bar
Beber, cair e levantar
(André e Adriano)