Brian Kinney

27/10/2010

Acho fascinante esse mundo de blogs. Aqui, conheci pessoas, fiz bons amigos, ampliei contatos. Muitos passaram do virtual para o real e gosto disso, de contato, de gente.

Com ele foi mais ou menos assim. Não lembro quem comentou no blog de quem primeiro, mas me apaixonei por um testamento por ele deixado num post qualquer aqui. E respondi ao comentário, por email. A surpresa veio de sua resposta, ao dizer que já havíamos nos ‘esbarrado’ em outra circunstância e ele se deu conta disso ao receber meu email.

Contatos oficiais trocados, amigos no Facebook e, num domingo, um papo casual, daqueles despretensiosos que se arrastam ao se descobrir uma paixão em comum. Histórias trocadas, impressões divididas e o convite: ‘você vem aqui em casa hoje pra eu te mostrar a minha coleção?’ E eu fui. Na cara dura.

Uma surpresa me esperava, que me arrancou um sorrisão do tamanho do meu rosto. Tem como não amar alguém que te pergunta o que você mais gosta em determinada área e te faz uma surpresa assim que você chega na casa dele, com direito a fechar os olhos e se deixar guiar por alguém que você nem mesmo conhece? Chamo isso de cuidado, de carinho.

Depois de apresentado à dita coleção (impressionante, MORRI de inveja de tudo que ele tem), um papo sincero, com mil referências ao mundo pelo qual somos apaixonados, me senti acuado. Nunca sei como agir com alguém que me lê tão diretamente, que consegue me decifrar assim, ao primeiro contato. Ouvi impressões sobre mim que, muitas vezes, pessoas que convivem comigo demoram anos para chegar. E isso inibe. Isso, vindo de um auto-declarado Brian Kinney, inibe ainda mais.

Fora o papo reto, com perguntas diretas, envolvendo tesão, fantasias, experiências. Eu pareço uma biátch, mas algumas vezes, acabo sendo like a virgin. E o melhor (ou pior) é quando o outro percebe que você está totalmente acuado e tímido e se diverte com isso, provoca, abusa. Fazer o que se, por mais que tente me vender também como um Brian Kinney, estou mais para um Michael Novotny?

No geral, foi um domingo gostoso (em vários sentidos) e que me deixou pensativo. É bom encontrar pessoas que dividem dos mesmos prazeres que você e te instigam. E é melhor ainda conhecer pessoas que te inspiram, te desafiam. Melhor ainda é manter o contato, trocar emails divertidos e esperar ansioso pelo próximo programa, pelas próximas horas de conversa, pelo próximo contato.

Meu querido, obrigado pela companhia  e por deixar meu domingo mais… colorido. Afinal, nobody is so queer as folk.

😉

When you came in the air went you
And every shadow filled up with the doubt
I don’t know who you think you are
But before the night is throught
I wanna do bad things with you…

Bad Things (Jace Everett)

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Reprojetando o Passado

24/10/2010

Falávamos sobre a maximização dos sentimentos, de como as lembranças ficam envoltas em nuvens e se confundem com o que realmente aconteceu.

Eu tenho experiência própria nesse aspecto. Ainda hoje, quando me lembro do meu último namoro, só consigo lembrar das coisas boas, de tudo que vivemos, dos bônus daquela relação. Tenho consciência de que se chegamos a terminar é porque as coisas desandaram em determinado momento, a rotina tomou conta do relacionamento, deixamos de ser os dois apaixonados que éramos e passamos a ser novamente dois indivíduos. Mas, quem diz que me lembro racionalmente desses problemas?

Como sou estranho, tento parar e separar as emoções. Me sinto como Dumbledore, olhando para sua penseira e separando as lembranças, trabalhando sobre elas. Sou atípico, tenho certeza disso. E, muitas vezes, escolho focar no que me é mais aprazível, mas sei que os contras também existiram.

Algumas pessoas não. Se prendem ao que já acabou de tal forma cegos, que se esquecem de porque aquilo acabou. Tudo bem, muitas vezes não acabou por sua própria vontade, mas pela do outro, mas, relacionamento é isso: se um não quer, dois não brigam.

Assim, ao ouvir alguém se lamentar e sofrer e querer de volta aquilo que já não tem conserto, quase sempre me pego pensando: pra quê? Será que essas lembranças de sentimentos que se insistem em reviver realmente existiram ou foram criadas/maximizadas por uma mente carente?

Vá saber, afinal, nem eu sei. Só estou a pensar e a digitar. Eu e essa minha necessidade de racionalizar.

Agora está tão longe, ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção
E onde está você agora, além de aqui, dentro de mim?
Vento no Litoral (Legião Urbana)


Um Stalker Para Chamar de Meu

18/10/2010

Eu realmente achei que essa história tinha acabado. Afinal, eu disse NÃO a três pedidos de namoro e, por isso, ganhei uma SMS dizendo que a pessoa não estava afim de se envolver. #EuRi, claro, tomei como maluquice alheia e passei a agir com Rod da mesma forma adulta que faria com qualquer outro maluco que surgisse na minha frente: eu ignorei as 17 ligações dele na segunda-feira (afinal, ELE me mandou a SMS dizendo que não queria se comprometer), bloqueei no MSN e segui minha vida, claro. Sou desses. Mas, nesse meio tempo, muito aconteceu e me vejo OBRIGADO a escrever porque é surreal demais até pras coisas que acontecem comigo.

Rod cansou de me ligar e eu agradeci. E, em TRÊS DIAS trocou seu status no Facebook para NAMORANDO. Apesar de eu não ser stalker da vida alheia, um amigo me ligou pra contar e outro já chegou me perguntando: Você tá namorando o Rod?

OMFG!

Explico que NÃO, não estou namorando Rod, digo que ele devia ter necessidade de namorar alguém e que esse alguém NÃO era eu. E rio, claro, porque, convenhamos, por mais absurdo que possa ser, a maluquice alheia me diverte.

Apesar de cagar e andar pra história, a curiosidade fala mais alto e vou fuçar um pouquinho na vida da pessoa. Nada demais, apenas uma olhada casual no Facebook e me divirto com as fotos e suas legendas: “Uma Nova Vida Começa Agora”, “As Novas Pessoas da Minha Vida”, “Um AMIGO mais que especial”. Mas, algo não ‘cheirava’ bem nisso tudo. Entretanto, dane-se, né? Comigo a fila anda (rápido) e a catraca é bem seletiva. Se ele tava bem e feliz, CLAP CLAP pra ele.

Foi quando meu amigo Pocket, o mesmo que havia nos apresentado, foi questinado por ele querendo saber como EU estava. Como assim?, foi a pergunta do Pocket, O Autor tá muito bem, passei praticamente o fim de semana todo com ele e nossos outros amigos. E você? Tô sabendo que está namorando.

E foi aí que nossos queixos cairam.

Namorando? Eu? Não, que isso! Só coloquei no Facebook pra ver se causava alguma reação, sabe? Continuo solteiro!

Sério! Eu GAR-GA-LHEI dessa história! E o pior é que a Gi já havia cantado essa bola quando soube do ‘namoro’, afinal, como boa guru que ela é, só via duas alternativas: ou ele queria chamar minha atenção ou estava muito desesperado precisando de qualquer um pra namorar, não importava quem fosse.

Depois que o Pocket me contou do plano pra chamar a atenção das ‘pessoas’, agora o meu telefone residencial tem tocado com uma frequência estranha e, quando eu atendo, somente um silêncio e uma respiração do outro lado da linha. Eu digo “Alô, alô, quem é?” e NADA de resposta.

Começo a ficar com medo agora ou apenas acho engraçado o desequilíbrio emocional de terceiros?

Sério, Sil, acho muito que minha vida rende uma novela (tudo bem, Malhação, que seja). Eu aceito virar um personagem de uma história sua, ok?

‘Cest la vie! (porque sim, eu vou pra Paris passar o Ano Novo, sou desses!).

Fixação! Seus olhos no retrato
Fixação! Minha assombração
Fixação! Fantasmas no meu quarto
Fixação! I want to be alone…
Fixação (Kid Abelha)


Sem Filtro

13/10/2010

Gi e eu almoçando.

Gi: Estou apaixonada.
Eu: Por quem nessa semana?
Gi: Você me choca, me julgando assim. Sou docinho e me apaixono.
Eu: Não, meu bem, você simula sentimentos humanos. Você é como o Dexter!
Gi: Choquei com você. Mas é isso mesmo.
Eu: Eu sei! Também te amo!

Conversando no MSN com um amigo de um amigo que, conheci naquelas conversas coletivas que algumas pessoas insistem em nos jogar.

Eu: Preguiça de cozinhar. Odeio cozinhar só pra mim.
Ele: Ah, eu adoro cozinhar, mas tenho preguiça também.
Eu: Sim, sim, cozinhar é um prazer preguiçoso. Quer Coca? Mando um gole por arquivo pra você. 🙂
Ele: Não, obrigado, acabei de pedir minha mãe para buscar um copo de suco pra mim.
Eu: Larga de ser preguiçoso, levanta a bunda dessa cadeira e vai você buscar, moço. Coitada da sua mãe, você é aleijado por acaso?
Ele: Sim, sou. Uso  muletas. Tive polio quando criança.

Cri cri cri

Encontro de blogayros cariocas, povo divertido, mas eu era um semi-desconhecido no meio do povo (fato, não sou uma celebridade entre os blogayros cariocas, preciso de um processo por crimes virtuais para chegar à fama! #PiadaInterna).

Papo vai, papo vem e chega um outro blogayro que eu não fazia idéia de quem era. Rosto conhecido e o engraçadinho aqui, brincalhão que só, pra entrar no clima de brincadeira, manda:

-Te conheço de algum lugar. Será que a gente já transou?

Piadinha besta, mas que eu sempre faço em meios conhecidos. Pior foi a resposta:

-Já.

E era verdade.

Tipo assim, CLIMÃO!

Festa Chá da Alice. Mister Angel (volta a escrever, volta! Sua estadia no Rio rende, no mínimo, ótimas histórias!) e eu, meio altinhos, dançando e nos divertindo no meio do povo. Passa o Zeca Camargo, o apresentador do Fantástico, digitando algo no celular, no meio da festa. Eu, discreto que sou, aponto pra ele e falo pro Mister Angel:

Eu: Amigo, olha o Zeca Camargo!
Mister Angel: Oi, Zeca!
Zeca Camargo: Oi, tudo bem?

Nesse momento, Mister Angel se vira para mim, na frente do Zeca e fala:

Mister Angel: Ele tá gordo, né, amigo?

Zeca olha com cara de paisagem, volta a digitar no celular e sai caminhando pelo meio do povo.

Nádegas a declarar? Claro que não!
Eu tenho opinião nesse papo de bundão
E vou dizer, mas primeiro você…
Nádegas a Declarar (Gabriel, O Pensador)


Um Prato Que Se Come Frio

08/10/2010

Meu primeiro (ex)namorado me bloqueou no MSN. Eu já sabia disso e até esperava, afinal, ele já havia me excluído do Orkut.

Tudo bem, devo dizer que, algumas vezes, eu não sou lá uma pessoa muito legal. E, quando não sou legal, faço questão de ser escroto.

Eu não gosto do atual namorado do meu primeiro (ex)namorado. É um babaca que eu sempre soube que dava em cima dele, mesmo quando estávamos juntos. Assim, quando eu soube, meses depois (quando eu já estava namorando outro, inclusive) que estavam namorando, fiquei puto da vida. Sou assim, possessivo, e não tenho problemas com isso (os outros é que tem).

(Levando-se em consideração que minha primeira namorada é hoje casada com um dentista babaca, minha ex noiva tá solteira, meu primeiro namorado está com esse imbecil atendente de farmácia que trabalha na Pacheco – não farmacêutico, e sim, sou preconceituoso, principalmente com pobre – e, até onde eu saiba, meu último namorado anda solteiro, eu acho que todos deveriam perder o interesse sexual depois que deixam de estar comigo e não ficar nunca mais com ninguém na vida. By the way, eu sou meio louco, eu sei.)

O motivo de ter sido excluído do Orkut para mim era evidente: quando eu ainda usava o Orkut sem ser para pegar links de episódios de série, um belo dia vi fotos dele com o namorado no que me parecia ser um churrasco na laje. Maldoso que sou, comentei – em inglês, porque o namorado é burro – que ele já havia sido melhor e frequentado melhores ambientes. Não deu outra e sumi da lista de amigos.

Não me abalei e nunca mais o vi online no MSN. Até que dia desses ele ressurgiu e descobri: o atual namorado me apagou do Orkut e me bloqueou no MSN dele. Pelo menos é o que ele disse.

De boa? Caguei! Não tenho interesse nenhum no meu ex, mas só como vingança, planejei seduzí-lo, transar com ele, fotografar e mandar as fotos para o atual namorado. (666)

Tá, eu não teria coragem de fazer isso. Ok, pelo menos não de fotografar. Ok, eu sou péssimo e sim, ando ainda mais sem filtro aqui nesse blog. Mas, como disse ali em cima, CAGUEI!

Como procuro ser um bom menino, ao invés de levar minha vingança adiante, venho aqui escrever no blog. Afinal, eu poderia estar seduzindo (nem é muito difícil, porque eu acho MESMO que não precisaria insistir muito com meu ex), transando, fotografando, expondo a intimidade, mas estou aqui, escrevendo no blog.

Eu até tento ser como a Blair, malvado que só. Mas deixo isso para outros amigos meus. Sou bonzinho demais para isso! #Not

I want your love and I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and all your lover’s revenge
You and me could write a bad romance…
Bad Romance (Lady Gaga)


#BipolaridadeFeelings

05/10/2010

Na primeira vez que transamos ele já me mandou essa: “Será que um dia você será meu  namorado?” Me conhecendo há uma semana voltou ao assunto e perguntou o que eu pensava de pessoas que gostavam de relacionamentos sérios. Uma única palavra pairava em minha mente: STALKER!

Mas a companhia era agradável, o sexo bom e os encontros foram rolando. Meus amigos não gostaram de seu jeito fechado e eu já antevia problemas, afinal, como se relacionar com alguém de quem seus amigos não vão com a cara?

Entretanto eu não pensava nisso. Eu havia sido honesto e disse que, para mim, namoros não aconteciam assim, rotulados depois de uma semana. Parafraseando uma amiga, você vai conhecendo a pessoa, ficando com ela, curtindo o sexo e, um dia, numa terça-feira casual, descobrem que estão namorando. Simples desse jeito.

Só que, apesar de tudo, eu conseguia vislumbrar algo mais com ele. Não me via namorando-o AGORA, mas não descartava a possibilidade. Até que aconteceu. Ele ficou doente, eu viajei e, do nada, recebi a seguinte SMS numa noite de domingo:

“Autor, desculpe-me, eu preciso de uma terapia, sei lá. Me deu vontade de ficar sozinho, desculpa. Por isso que eu não quero me comprometer com nada. Boa semana!”

Li, reli e, tipo assim: Oi?????

Sou eu ou as demais pessoas é que vivem numa realidade alternativa?

You change your mine, like a girl changes clothes
Yeah, you PMS like a bitch I would know
And you over-think always speak cryptically
I should know that you’re not good for me…
Hot N’ Cold (Katy Perry)

Meredith & Cristina

02/10/2010

Quem me conhece um pouquinho sabe o quão viciado sou por séries de televisão. E entre as minhas preferidas, uma delas é Grey’s Anatomy. Adoro acompanhar a vida dos cirurgiões do Seatle Grace Hospital. O mais legal é que apesar de ser uma série médica, Grey’s vai além disso e é muito mais sobre a vida dos cirurgiões do que sobre medicina. E eu adoro isso.

Entre os personagens da série e suas mil relações e interrelações, gosto muito do ‘casal’ Meredith Grey-Cristina Yang. Porque não, elas não são um casal propriamente dito, mas a relação de amizade delas é tão verdadeira, passa tal credibilidade, que é impossível ser indiferente. Você pode achar que Meredith tem uma cara de caneca fulltime, que Cristina parece andar com um bisturi enfiado no rabo, mas não há como negar: elas são amigas, não importa como elas vivam essa amizade.

Afinal, ser amigo é isso, saber que o outro é seu porto seguro, pra onde você pode correr quando precisa e necessita de colo. Amigo é aquele que vai te falar as maiores barbaridades na cara e você vai continuar sendo amigo; é aquele que você vai ver se preparando pra fazer a maior cagada da vida, vai dizer ‘tu vai se fuder, criatura’, mas mesmo assim vai apoiar, afinal, amigo te mostra a merda, mas não necessariamente te impede de pisar nela.

E eu, meus caros, sou feliz por ter uma Cristina na minha vida. Porque sim, eu tenho. Um amigo irônico, sarcástico, muitas vezes mal humorado, mas uma das pessoas mais doces do mundo. Nada a ver com Cristina nesse aspecto, certamente, mas mesmo assim, a minha Cristina. Não sei porque, mas ele mesmo convencionou ser a Cristina e eu a Meredith, mas tá valendo. Sil, já citado algumas vezes aqui, é esse cara, que, tenham certeza, é O cara.

Sil é uma pessoa interessante. Ciumento que só, normalmente odeia meus outros amigos à primeira ouvida. Basta eu citar alguém que ele já não gosta. Tem como não amar (aliás, esse é seu bordão)? Mas é também uma pessoa fácil, fácil. Basta que saibam lidar com ele para que conheçam um amigo disposto a tudo para te ver sorrindo e que não mede esforços para te ajudar no que quer que seja.

Sil é meio mágico. Nas festas, quase sempre, desaparece no meio da balada e só dá notícia no dia seguinte. Pelo menos costumava ser assim, mas acho que o estoque de Pó de Flu tá acabando, já que nas últimas vezes ele ficou até o fim e, juntamente com Lah (o outro vértice do nosso triângulo) até mesmo traçou um plano infalível de dormir na minha casa, na MINHA cama, enquanto eu dormia no colchonete! ¬¬’

Sil é amigo. Só digo isso. E quem se permite conhecê-lo só lucra e é brindado com muito carinho e amor. Porque ele é desses, meus caros: dos melhores!

E o Autor aqui, com seu lado meio dark and twisted sabe que pode contar com a sua própria Cristina Yang na vida. Aliás, esse post só nasceu porque ele mesmo me inspirou. Dia desses, recebi por DM no Twitter a seguinte mensagem de Sil, antes de editar um texto dele sobre Grey’s Anatomy (sim, além de amigo, sou seu editor):

“Amigo, ao ler e editar o texto, saiba de uma coisa: você é a minha Meredith! Bjos”.

Me digam: tem como não amar?

2 am and she calls me ‘cause I’m still awake
Can you help me unravel my latest mistake
I don’t love him , winter just wasn’t my season
Yeah, we walk through the doors, so accusing their eyes
Like they have any right at all to criticize
Hipocrites, you’re all here for the very same reason!
Breathe (Anna Nalick)