#FilhaDaPuticeAlheiaFeelings

29/09/2010

Existem amigos e ‘amigos’.

Eu conheço muita gente, mas meus verdadeiros amigos sabem exatamente quem são. Os demais são colegas de balada, de bagunça, circunstanciais. E, como diz Sil, amigo e guru, ‘amigo é amigo e filho da puta é filho da puta’.

Dia desses um desses amigos-filho-da-puta me chamou no bate-papo do Facebook.

FDP: Autor, quem é Rod?
Eu: Um menino que estou ficando, por quê?
FDP: Nada não, só achei bonito pelos vídeos e fotos que vi.
Eu: Interessou mesmo, heim? Mas tô ficando, sorry!
FDP: Blz… Se bem que ele nem faz muito meu tipo, é só bonitinho.

Dia seguinte, Rod, o alvo dos questionamentos, me pergunta:

Rod: Gatinho, quem é FDP?
Eu: Um colega aí, por quê?
Rod: Me add no Facebook, no Orkut e pediu meu MSN por mensagem. Agora tá aqui no bate papo do Face perguntando de onde eu te conheço e se estamos namorando.

FILHO-DA-PUTA-DESGRAÇADO-DOS-INFERNOS

Comentando com uns amigos sobre o acontecido, propus uma brincadeira: contei o milagre, mas não disse o nome do santo. Narrei o ocorrido para os TRÊS amigos em comum de nós dois e, os três, antes mesmo que eu terminasse o relato, me interromperam dizendo:

-Foi o FDP, né? Típico dele.

Me pergunto: será que ele não se dá conta de que é escroto ser tão… ele?

‘Cês me desculpem o palavrão, eu bem que tentei evitar
Mas não achei outra definição que pudesse explicar
Com tanta clareza aquilo tudo que a gente sente
A terra é uma beleza, o que estraga é essa gente…
Filho da Puta (Ultraje à Rigor)


Por Quanto a Gente Se Vende…

26/09/2010

Eu gosto de dinheiro. Quem não gosta, não é? Tudo bem, não gosto de dinheiro. Eu gosto de tudo aquilo que o dinheiro pode me proporcionar. Ah, dane-se! Eu gosto é das verdinhas, de saldo na minha conta, de viagens e compras. Sou fútil, me deixem.

Mas eu também sou pão duro. Pelo menos, sempre fui. Mas de uns tempos pra cá tenho deixado de ser. Não que eu seja um esbanjador, mas não me privo de fazer o que gosto, de viajar, de comprar, de comer em bons lugares e frequentar  bons ambientes. E tudo isso custa caro, quase sempre.

É aí que entra o fator de maximização do lucro. Eu trabalho oficialmente e tento me virar em outras áreas para aumentar a renda (não, ainda não estou me prostituindo). Ganho relativamente bem para uma só pessoa e consigo me manter sozinho no Rio de Janeiro e ainda guardar um pouco. Mas, sempre se quer mais.

Na minha empresa, por uma série de questões, estamos tendo problemas com a área operacional. Área que não tem nada a ver com a minha. Mas, afim de ‘desafogar’ a área, estão convocando pessoas de áreas diversas para se ‘divertirem’ no domingo. Ao ouvir essa barbaridade, eu fui enfático.

-Não contem comigo. Nunca!

Até que um belo dia, alguém resolveu fazer os cálculos e me dar um valor fechado de quanto eu ganharia pra trabalhar no domingo. Uma coisa meio óbvia: o valor do meu dia de trabalho, multiplicado por 2, já que trata-se de um domingo. Eu já tinha processado isso, sabia dessa informação, mas nunca tinha imaginado o numerozinho depois do $ que isso representaria. Mas então me informaram.

Tipo, quase uma coisa de filme, saca? Te chamam de lado, escrevem um valor num papel e te mostram. Eu olho com desdém, para logo depois me sentir o tio Patinhas, com $ na vista e pensar: “Pô, por seis horas de trabalho até que compensa, heim?”

Sim, eu me vendo assim. Fácil. Por isso estou, eventualmente, passando minhas manhãs de domingo fazendo trabalhos bem diferentes dos meus habituais. Um trabalho teoricamente pesado, mas que acaba sendo bem divertido, pra quem não está habituado e pelas mil pessoas nonsense que se vendem fácil como eu. Eu tenho me divertido. Pelo menos quando me lembro do valor a mais na minha conta no final do mês.

“Quanto vale o show? Quanto vale o amor?
Quanto vale então fazer das tripas coração?
Quanto vale o som? Quanto vale a dor?
Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?”
La Plata (Jota Quest)


Ética

22/09/2010

Sexta à noite. Lapa. Amigos.

Conversas aleatórias e um amigo passou. Ele não é da turminha (ainda), mas é bem querido, por isso parou com a gente. Disse que estava esperando um amigo, mas que ao encontrá-lo voltava para se juntar a nós. Claro que perguntamos:

-Amigo? Peguete? Bonito?
-Amigo, eu acho. Mas rola algo. Pelo menos de minha parte. Interesse. Acho que pode ser recíproco. Não sei.

Então tá então, né? E ele se foi para voltar algum tempo depois com o ‘amigo’.

Pára tudo!

Bonito. Interessante. Debochado. Não gostei dele e, como me é peculiar, comecei a implicar com o garoto que, no mesmo nível, implicava comigo.

Na despedida, um abraço um pouco demorado e um beijo. No pescoço. E um “Até a próxima garoto. Você é implicante, mas gostei de você exatamente por isso!”

Não entendo as pessoas. Eu implico e elas gostam de mim? Whatever

Dia seguinte, redes sociais, Facebook e conversas no comunicador instantâneo. A vida é tão mais rápida hoje em dia.

Ele: Você me diverte. Adoro ironia e senso de humor.
Eu: Você é muito marrento. Não gosto de gente marrenta. E não estou sendo irônico.
Ele: Sei. Percebi. Mas eu gostei de você por isso.
Eu: Nem parecia que tinha gostado.

E o papo continuou e eu fui me dando conta que minha implicância não era por não ter gostado dele. E sim, como bem pontuou um dos meus melhores amigos, pelo contrário. Por eu ter gostado.

Aliás, pausa.

Sil, o grande guru, tem as melhores frases EVER! Falando sobre esse menino, ele mandou a seguinte:

“Amigo, IMPLICÂNCIA é tesão ao contrário!”

Fim da pausa.

Papo rendendo, mas algo não saia da minha cabeça: e o meu amigo, interessado nele?

Por isso, quando o assunto saiu das provocações na rede social e partiu pro papo no telefone, com convite para nos vermos novamente, face to face, sozinhos, eu tive de perguntar:

Eu: E Fulano de Tal?
Ele: Vai bem. O que tem ele?
Eu: O que ele vai pensar disso tudo?
Ele: Como assim? O que ele teria de pensar? É meu amigo.

Maldita ética. Porque sim, eu ainda tenho alguma.

Por isso, TIVE de virar pro tal amigo e perguntar na lata, qual as intenções reais dele com o menino.

Amigo: Já sei, ele tá afim de você, né?
Eu: Oi? É só uma dúvida. Afinal, você disse que  rolava um interesse.
Amigo: Eu vi como ele te olhou. E como ele ficava rindo quando você falava com ele. E, pra completar, ele fez várias perguntas sobre você. Vai na fé.
Eu: Sério? Você não vai ficar chateado?
Amigo: Eu preciso casar, amigo! Só isso.
Eu: Doido.
Amigo: Boa sorte. Fica a dica: ele curtiu muito você.

Não me julguem. Ou julguem, eu não ligo.

Mas que minha vida anda muito movimentada ultimamente, ah, isso tá!

“I know you like me, I know you do
Thats why whenever I come around
He’s all over you, I know you want it
It’s easy to see and in the back in your mind
I know you should be with me…”
Don’t Cha (Pussycat Dolls)


Defeito

20/09/2010

Não sei se já comentei, mas ando meio cansado do TumTumTum das boates. Depois que descobri o circuito ‘alternativo’ das festas que rolam aqui no Rio (Gambiarra, Chá da Alice, Fanfarra, Noite Preta), com um público diferente do tradicional  das boates, tenho me divertido bem mais nos meus fins de semana. E, se não há nenhuma festa específica, um bom rolé pela Lapa já é divertido, afinal, a turminha (que vem inchando a cada dia mais) é das mais divertidas.

Eis que no último sábado teve a Gambiarra de 1 ano em terras cariocas. E, claro, eu estava lá. Com aquele ‘esquenta’ de sempre na minha casa (que está virando um verdadeiro QG), a noite foi excelente, com o público de sempre (na verdade, tinha MUITA gente bonita dessa vez, mais do que o normal). Com alguns dos meus amigos eram ‘virgens’ com respeito à Gambiarra, o clima de micareta reinou e eu me divertia com a cara de todo mundo (e, claro, me divertia com outras coisas também).

No meio da noite encontrei um garoto que sempre esbarro nessas festas. Sei o nome dele e só. E sei que sempre vou vê-lo e eventualmente dar uns beijos nas festas. Ótimo, por sinal. Parei com ele e fui apresentado a uma de suas amigas.

Bonita, altura mediana, com um vestido provocante e um sorrisão lindo. Parou conversando e me chamando de simpático, quando o menino que sempre pego nas festas disse pra ela que sempre ficava comigo. Ela riu e falou:

-Droga, tô deslocada mesmo, só tem gay aqui.
-Não só gay. Vi muitos heteros. E o que tem contra os gays?
-Ah, tenho de ficar aqui, como estou com você. Doida pra beijar e sem poder, só olhando sua boca e impressionada com esse sorriso.

E eu beijei. Mesmo. Com vontade.

Minhas amigas dizem que eu funciono a fricção, o que não deixa de ser verdade, mas ela tinha uma coisa, algo diferente. Não só o beijo era bom. Ela me deu tesão. MUITO! Só sei que o negócio esquentou no meio da pista, mas esquentou MESMO.

Meus amigos foram chegando aos poucos e quando vimos erámos um grupão. Claro, gritando aos quatro ventos que eu tava com defeito, porque tava pegando a menina. Só sei que eu não só peguei. Fiquei  um bom tempo com ela (segundo um amigo, que tá aqui perto agora, enquanto escrevo esse post, umas duas horas – mas É exagero dele).

Foi divertido.

Dar defeito, às vezes, pode ser interessante. Principalmente quando você volta ao normal ao dar dois passos e encontra aquele cara gostoso, olhando pra você e te desejando só porque você acabou de beijar uma mulher.

É, a vida tem dessas coisas.

“Esmalte vermelho, tinta no cabelo, os pés no salto alto
Cheios de desejo, vontade de dançar até o amanhecer
Ela tá suada, pronta pra se derreter…”
Puro Êxtase (Barão Vermelho)


Conversas Diversas Sobre Assuntos Quaisquer

14/09/2010

E o cara do vale março surgiu do nada, depois de meses.

Tudo bem, eu fui prorrogando o vale e tudo o mais e ele mandou a real para mim dizendo que estava se afastando para não se magoar. Muito digno da parte dele e eu respeitei o espaço. Mas agora ele surge, meses depois.

Aparece no msn e manda um ‘oi, tudo bem?’. Conversa amena, nada demais, para logo em seguida emendar:

“Eu preciso te ver. Não sei, quando penso nesse meu outro lado, eu penso em você. Terminei o namoro com a menina que estava ficando. Podemos nos ver?”

Então tá então, né?

Lah e eu no ônibus a caminho de uma peça de teatro. Da zona sul para o centro do Rio, hora do rush, vocês imaginem o tanto de gente bonita no ônibus.

Eis que surge um lugar para sentar e, como sou educado, mando Lah sentar e taco minha mochila em cima dela e continuamos conversando. Para, em determinado momento eu, falante, ser interrompido por minha interlocutora:

Lah: Autor, seu piu piu tá relando em mim.
Eu: O quê??? Claro que não. Cadê? Tá loka?
Lah: Isso aqui, óh! (e aponta pro dito cujo).
Autor: Você tá maluca. Não tem nada meu relando em você.
Lah: Mas eu senti o volume…

Cri. Cri. Cri.

O Marinheiro (da decisão do post anterior) ao saber que vou ficar duas semanas sem vê-lo porque receberei um amigo do Nordeste em minha casa.

Marinheiro: Mas por quê? Vocês se pegam?
Eu: Não. Ele é meu amigo. Além do quê, ele parece o Fiuk. Nunca o pegaria.
Marinheiro: Hum.
Eu: Hum, o quê?
Marinheiro: Eu pegaria o Fiuk.
Eu: Pega então, eu apresento.
Marinheiro: Babaca.
Eu: Sou eu!

Almoço com minha vizinha-amiga-colega de trabalho. Falando sobre um cara que me irrita profundamente.

Eu: Ele me irrita e eu não sei porque. Mas também não consigo simplesmente deixar de falar com ele.
Ela: Bloqueia, corta contato. Mas acho que você gosta dele exatamente porque ele te irrita.
Eu: Ele não baba o meu ovo. Ele me provoca. Ele fala as maiores barbaridades pra mim e não pede desculpas.
Ela: Entendi tudo.
Eu: Como assim.
Ela: Ele é igual você.

Oi?

“Não pare, agite-se.
DJ, exploda esses alto falantes
Nessa noite eu vou lutar
Até vermos o sol nascer
Tic Tac no relógio,
Mas a festa não pára, não…”
Tik Tok (Ke$ha)


Complicações e Decisões

10/09/2010

Pessoas são complicadas. #Fato Eu então sou complicado².

Posso não ser o mais bonito, o mais gostoso ou o mais inteligente, mas nesse pouco mais de um ano que tô solteiro já dispensei alguns caras BEM interessantes que insistiram em correr atrás de mim, sei lá porque. Mas, por questões que não sei explicar, não mexeram comigo o suficiente, não me despertaram aquela ‘vontade’ de querer mais, de ficar junto, de namorar.

E é agora que entra a minha complicação. Por que, tenho de me perguntar, fui logo escolher o cara que não deveria querer? Pois sim, DECIDI que quero tê-lo pra mim. Ok, já o tenho de algumas maneiras, mas decidi que quero mais. Na verdade, decidi que ele é O cara.

Se vai ser ou não, tanto faz. Tô aproveitando, curtindo uma vibe muito boa. A merda quando encontramos exatamente aquilo que gostamos é lembrar que o BOM não pode ser enganado pelo MAIS OU MENOS.

Por isso, cheguei à conclusão de que sexo, quando é excelente, é uma merda. Porque essa porra vicia. Principalmente quando o pacote inclui mais do que sexo e sim alguém interessante, bonito, inteligente, com senso de humor e uma boa dose de ironia.

Aliás, irônica é a vida. Porque já não acho mais tanta graça nas piadas que ela insiste em fazer comigo. Afinal, por que com tantos homens no mundo eu vou me interessar logo por aqueles com o mesmo perfil e que insistem em me lembrar do Autor de 25 anos, quase como se fossem um espelho de mim mesmo, incluindo-se aí todas as confusões que você tem quando não se conhece direito?

Fazer o que, não é mesmo?

Vou nessa, aproveitando esse instante, essa vibe, essa energia. Rindo com cada SMS, lembrando de bons momentos e aguardando cada momento de estar novamente junto.

Porque eu decidi e agora, meus caros, fudeu!

“Noite e dia se completam
No nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Tiro a roupa pra você,
Minha maior ficção de amor
E eu te recriei só pro meu prazer…”
Só Pro Meu Prazer (Leoni)


Sobre Espertinhos e Falta de Educação

07/09/2010

Algumas pessoas simplesmente parecem não entender o conceito básico de FILA: uma pessoa atrás da outra, aguardando sua vez de ser atendido. Simples assim.

Noite Preta. The Week. Véspera de feriado.  Praticamente todo o Rio de Janeiro naquela boate. A hell!

Hora de ir embora, eu cansado e uma fila quilométrica para pagar a comanda e sair da TW. Vou para o fim dela com meus amigos. A fila andando na velocidade de uma tartaruga. Nesse meio tempo duas meninas TENTAM, na cara dura, furar a fila na minha frente.

Pois é. Barraco, meu povo! Dos bons.

Estiquei o braço e disse:

-Na minha frente você não passa.
-Claro que vou, minha amiga está passando mal.
-Mas não vai MESMO. Foda-se se sua amiga tá passando mal.

Ela forçou.

-Na minha FRENTE você não vai entrar!!! SAI DAQUI!!! VOCÊ naum vai entrar!!!

Nisso, a confusão já tava armada, a menina praticamente voando em cima de mim, eu com minha voz mais do que alterada e todo mundo atrás na fila dizendo: ‘isso mesmo, não deixa a folgada furar fila!’.

Chega o segurança e leva a menina e se vira pra mim:

-Se acalma, ela já foi.
-ELA NÃO VAI ENTRAR NA MINHA FRENTE!
-Ela não entrou, ela já foi pro final da fila!
-NA MINHA FRENTE ELA NÃO ENTRA.

rs…

É, tenho cara de bonzinho, de idiota, mas não tentem me estressar. Eu viro bicho!

“E malandro é malandro, mané é mané
Diz aí! Podes crer que é
E malandro é malandro e mané é mané
Diz prá mim! Podes crer que é…”
Malandro é Malandro e Mané é Mané
(Bezerra da Silva)