Pílulas de Final de Ano

28/12/2009

ferias

E o ho ho ho! chega ao fim, ao mesmo passo que o clima de reveillon reina em todo lugar. E, pra não deixar as coisas aqui muito às moscas, venho eu, para atualizar.

Pílulas, pensamentos avulsos, frases ao acaso. Nada demais. Nada demais. Um pouco de mim. Apenas!

– Natal em casa, com pai e mãe. Tenho ido cada vez menos em casa e gostado cada vez mais das vezes  que vou. Sinto saudade dos dois (pai e mãe), mas tenho uma verdadeira intolerância à cidade do interior em que nasci e fui criado. Basta chegar lá para, imediatamente, começar a contagem pensando em quando volto ao Rio. No geral, foi um Natal atípico: eu doente (uma gripe infeliz juntamente com uma infecção na garganta), sendo mimado e não podendo comer TUDO que eu gostaria. Mas mesmo assim, um bom Natal.

    – Dia 27, já de volta ao Rio, com meu amigo B. hospedado em casa, já que viajaremos juntos para o ano novo emendando com 10 dias de férias, fomos pra JukeBox, a famosa festinha sazonal carioca. Tipo assim, quanto adolescente gay, né? Fiquei apavorado quando lá cheguei e morri de rir ao ser literalmente carimbado na mão para poder comprar bebido, já que eu era maior de idade. Mas com o avançar das horas a festa ficou MUITO interessante. Foi um domingo muito legal, bom pra começar o clima de férias!

      – Férias! O plano? Ano novo em Buenos Aires e mais 10 dias pela capital dos hermanos! Muita coisa pra fazer, boas companhias na viagem e muita expectativa. A hora do embarque se aproxima e é por isso que, claro, sumirei um pouco. Mas depois conto tudo, claro. Ou não. Vá saber! Minha casa fica por conta do amigo Mr. Angel, que passa o Ano Novo no Rio com o namorado (sim, o coração de gelo agora tem um namorado, lindo, meu amiguinho já!). Ou seja, até a viagem (dia 30), estarei em casa, no Rio, com meu amigo J., com Mr. Angel e o namorado, além da Quase Trinta, que chega em breve e vai para Argentina com a gente! Ô bagunça!

        E assim, fico por aqui.

        A todos vocês, amigos conquistados e amados, um feliz 2010! Pode ser clichê, mas não dá pra ser diferente! O Ano Novo nos inspira a ter mais esperança. Então, tenhamos!

        Grade beijo e tudo de bom!

        “No novo tempo, apesar dos perigos
        De todos os pecados, de todos enganos,
        Estamos marcados pra sobreviver,
        Pra sobreviver, pra sobreviver
        No novo tempo, apesar dos castigos
        Estamos em cena, estamos nas ruas,
        Quebrando as algemas pra nos socorrer,
        Pra nos socorrer, pra nos socorrer…”

        Novo Tempo (Ivan Lins)

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        Me Espeta Que Eu Te Esfaqueio

        18/12/2009

        email

        Nem todo mundo gosta de mim. E nem eu gosto de todo mundo. Por mais acessível que eu possa ser, existem aquelas pessoas com que ‘o santo’ simplesmente não bate ou que eu simplesmente não vá com a cara. E há os famosos ex-amigos, aquelas ervas daninhas que entraram na nossa vida, ficaram lá por um tempo e que depois, graças a Deus, deixaram de fazer parte do nosso círculo de amizades. E é sobre esse tipo de pessoa a quem me refiro aqui.

        Quando saí de casa, não o fiz para morar sozinho. Fui dividir um apartamento com J., então meu amigo. Depois de oito meses dividindo ap e convivendo, cada um foi pra seu lado por questões diversas e daquela amizade nada restou. Não lamento e até acho bom tudo que aconteceu, pois gosto de pessoas que agreguem algo à minha vida.

        Fui morar sozinho, cresci, amadureci, mudei de cidade e nunca mais nos falamos, nem pretendo voltar a falar. Mas essa semana aconteceu uma situação tão surreal e escrota que eu fiquei sem reação com ela.

        Uma amiga mandou um email desses que a gente encaminha para todo mundo, com um videozinho engraçado que nos faz rir por uns instantes. Um outro amigo respondeu ao email dela para todos com um comentário também engraçadinho e eu respondi ao comentário dele para todos, como tenho hábito de fazer, às vezes. E fiz sem olhar quem estava entre os destinatários. E quem estava lá? J., o meu antigo amigo com quem dividi o ap.

        Eu, na situação dele, teria visto o email, lido o comentário e pensado: ‘que idiota, nem pra ver que eu tava na cópia e deletar o meu nome!’. Mas, óbvio, que ele não fez isso. Sabem como é bicha, né? Me mandou um email, só para mim. O que dizia o email? Faço questão de colar aqui:

        Oi!
        Eu ficaria muito contente se vc prestasse um pouco mais de atenção e não me encaminhasse ou me mandasse qualquer tipo e-mail.
        Por favor, tome um pouco mais de cuidado para não cometer esse tipo de engano novamente.
        Obrigado!

        Obs.: Não precisa responder. Assumirei q vc compreendeu, concorda e estará atendendo a minha solicitação.

        Tipo, eu li isso e fiquei sem reação. E me deu uma raiva danada da escrotidão da pessoa. E, óbvio, que eu não ia simplesmente ignorar isso e ‘atender à solicitação’.

        Como eu não presto, respondi, é claro! Mas de forma curta e grossa:

        Cago e ando para o seu contentamento.
        Autor

        E incluí na lista de remetentes indesejáveis do meu email.

        Fui escroto também? Até posso ter sido, mas me diverti ao imaginar a cara do idiota ao ler o que escrevi.

        Desculpa, eu sou infantil às vezes. Mas que algumas pessoas merecem, ah, merecem!

        “Tem gente que está do mesmo lado que você
        Mas deveria estar do lado de lá
        Tem gente que machuca os outros
        Tem gente que não sabe amar
        Tem gente enganando a gente
        Olha a nossa vida como está…
        Mas eu sei que um dia a gente aprende…”
        Mais Uma Vez (Renato Russo)


        Esse estranho mundo paulista…

        14/12/2009

        SaoPaulo_jpg

        E finalmente fui a São Paulo. Mais precisamente a Campinas e à capital. Surgiu a oportunidade de ir ver meus queridos amigos campineiros e, claro, que não pensei duas vezes em fazer isso. Fiquei hospedado em Campinas e, se não fosse por um chato mal estar na sexta-feira (na verdade, eu já saí do Rio passando mal) teríamos nos aventurado mais ainda pela capital paulista e não apenas ido curtir a noite de sábado lá.

        Conheci as famosas ‘baladas’ (acho esse termo tãããão paulista!) das duas cidades e, sinceramente, prefiro as cariocas. Tipo, as boates são lindas, com destaque pra The Week São Paulo, que tem quase três vezes o tamanho da do Rio. Mas as pessoas… Paulista é um ser estranho, blasé demais pro meu gosto.

        Adoro a objetividade aqui do Rio. Você vai pra boate, se diverte, se tá afim de ficar em alguém, vai e fica. Claro que tem os que fazem o famoso carão, mas os paulistas são demais. Conversei com 3 pessoas na TW e fiquei com um menino, mesmo assim porque mandei ele calar a boca e beijei. As pessoas ao invés de beijarem logo, ficam de papo, querem conhecer, namorar, casar. Eu beijo primeiro e pergunto depois!

        Outra coisa que achei hilária na The Week de São Paulo foi a dark jungle! No Rio eu só fui em uma boate com dark room (a Le Boy) e achei a coisa mais surreal aquela selva de pegação. O pior é que os mesmos saradões sem camisa que ficavam fazendo carão na pista de dança, entravam felizes da vida na dark jungle pra pegar e chupar mil paus à vontade. Não sou moralista e nem critico. Sabe Deus que já fiz de tudo um pouco nessa vida. Mas acho uma hipocrisia tremenda esse tipo de comportamento de na pista ‘sou bom demais pra vc’, enquanto no dark room tudo-é-permitido-só-quero-um-pau-pra-me-refastelar.

        Em Campinas fui a dois bares muito legais e vi muita gente bonita. Aliás, ô povinho pra se vestir bem, né? O povo lá só fala de marca (muitas das quais eu nem sequer ouvi falar) e, além de falar, veste as ditas cujas. Phynos. Mas surreal demais pra mim.

        Saldo final da viagem? Me diverti muito, revi os amigos, ri pra caramba e, apesar de pousar no Rio num domingo chuvoso, agradeci à Deus por essa minha alma de ‘carioca’ e por morar nessa cidade bonita e abençoada por Deus. Porque pra mim, São Paulo, só a passeio!

        “Alguma coisa acontece no meu coração
        Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
        É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
        Da dura poesia concreta de tuas esquinas
        Da deselegância discreta de tuas meninas…”

        Sampa (Caetano Veloso)


        A Chuva, a Felicidade e Algumas Linhas Mal Redigidas…

        04/12/2009

        Chuva

        Nesse exato momento chove lá fora. É sexta-feira, o expedimente se arrasta, tenho uma festa pra ir logo mais (Cliperama, no Cine Lapa) e estou me sentindo feliz. Não aquela felicidade completa, absoluta. Não uma felicidade causada por um acontecimento extraordinário. Tô feliz, só isso. E é tão bom me sentir feliz sem um motivo específico.

        Eu gosto de chuva. Tá, o Rio é a cidade do sol, da praia… e do calor! E confesso que hoje de manhã, ao olhar pela janela e ver aquele dia cinza, fiquei mais feliz. Uma súbita saudade de Petrópolis, com seus dias quase que sempre nublados? Talvez, vá saber.

        O clima de fim de ano tomando conta das pessoas, uma (falsa) amabilidade pairando sobre todos e eu aqui, feliz sem motivo. Sem ninguém. Sem nada concreto. Just happy.

        Meus planos? Estarei em São Paulo na próxima semana (de sexta a domingo e vocês já estão convocados a me verem, já que estou marcando balada – odeio essa palavra tão… paulista – pra reunir todo mundo que ainda não conheço e quero muito conhecer daí da terra da garoa), no natal vou pra casa, ano novo em Buenos Aires e um período curto de férias no início do ano. Nada demais, apenas planos imediatos, que em nada influenciam nessa minha felicidade não eufórica.

        Chove lá fora. E eu me perco nas palavras do que quero (ou não) dizer. Chove lá fora e me sinto feliz. Chove lá fora e eu me sinto inundar.

        Vontade boba de sair para a chuva sem me preocupar com nada, apenas para sentir as gotas a me molhar. Vontade de ser criança novamente. Saudade, na verdade. De um tempo que já passou e que, graças a tudo vivido, me transformou em quem hoje sou.

        Chove lá fora. Aqui dentro, felicidade. As palavras? Bem, as palavras hoje estão um pouco confusas, mas nem isso me preocupa, pois o que sinto é muito maior do que poderia descrever.

        “If your lips feel lonely and thirsty
        Kiss the rain and wait for the dawn
        Keep in mind we’re under the same sky
        And the nights as empty for me, as you…”

        Kiss the Rain (Billie Myers)