O Sexo e a Cidade…

28/11/2009

rio

O Rio de Janeiro, as pessoas, as relações, as inter relações. Desde que me mudei para a Cidade Maravilhosa, tenho desbravado novas perspectivas.

Apesar de não parecer, sou um menino do interior. Nascido e criado numa cidade de pouco  mais de 50 mil habitantes, viver ‘na cidade grande’ é uma experiência nova e interessante. E, a cada dia que passa, vejo que esse é o meu lugar.

O Rio, alias, tem a vantagem de nos dar todos os benefícios de um grande centro, agregado às belezas naturais que emolduram todo o cenário. Eu, que circulo frequentemente do centro até a zona sul, sou brindado com paisagens maravilhosas do lado de prédios e centros comerciais que nos oferecem o que há de melhor no país.

Me perguntam sobre a violência, a criminalidade. Digo que ela existe e que basta ligar a TV para comprovar isso. Entretanto, nunca vivi na pele (Graças a Deus!) nenhuma experiência do tipo. Eu ando por vários lugares, de dia e de noite, e nunca fui assaltado e/ou presenciei um assalto. Devo ter sorte, mas, felizmente, não faço parte das estatísticas.

E, sendo gay e solteiro, o Rio me encanta cada dia mais. Mas, devo confessar, tenho medo de tudo que essa cidade pode me oferecer, já que eu ando numa vibe de não saber dizer NÃO. Vamos para uma festa? Claro! Bora pra praia? Agora! TW? Le Boy? Cine? Já é! Ando pilhado demais, não descansando, me jogando na vida como se o mundo fosse acabar amanhã.

O pior é que eu me divirto. MUITO! Mesmo não estando no padrão de beleza vigente (malhado, sarado) e sendo magrinho, faço relativo sucesso nos lugares que frequento. E tenho descolado algumas aventuras bastante interessantes nessa cidade, com exemplares masculinos que parecem saídos de filmes da Bellami (não sei o que se passa comigo, mas adoro uma cara de bebê, mesmo sempre tendo preferido os homens mais velhos). Desculpe aí, mas o que posso fazer, né?

Entretanto, acho que eu tenho cara de namorável! Não sei o que se passa, mas quando me dou conta, as pessoas já estão falando em relacionamento. Como assim? Eu não quero relacionamento agora! Mas acho que isso já é assunto pra outra hora!

Porque os dias andam lindos, a praia convidativa, as noites divertidissimas. E vamos vivendo. Agora e sempre!

“Um chamego divertido
Um clima meio libertino
De sol, de sal, de mar…
Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar…”

Tema do Solteiro (Toni Garrido)


3Some

22/11/2009

cama

Anda meio que na moda falar sobre sexo. À 3. Mènage a trois, 3some, sexo a 3, ou seja lá qual for o nome escolhido, eu, muito particularmente, prefiro fazer a falar.

Mas depois que 3 dos protagonistas de uma das séries de maior apelo junto ao público foram parar na cama e, ainda antes disso, quando Britney Spears cantou para o mundo uma letra recheada de referências ao sexo com mais de duas pessoas, parece que caiu na boca do povo um assunto que à muito é considerado tabu.

Eu, que não sou santo, já participei de uma brincadeira desse tipo. Uma, duas, três vezes… Tá, até mais! Mas tem um bom tempo que não me divirto dessa forma. E, o que um pseudo-experiente como eu tem a dizer sobre isso?

É bom, é ótimo, é divertido. Mas, tenho minhas resistências quanto a fazê-lo com alguém que eu estiver emocionalmente envolvido. Sexo, quando se está apaixonado, é parceria, é troca, é mais do que intimidade. Colocar outra pessoa nessa equação pode ser complicado e eu, o Sr. Bem Resolvido, não tenho estrutura para pensar no depois de tal ato.

E acredito, que mesmo se eu topasse entrar numa dessa com um namorado, o terceiro vértice teria de ser alguém totalmente desconhecido, que nunca mais veríamos na vida. Afinal, precaução nunca é demais.

Mas, como ando solteiro, livre, leve e solto, totalmente disponível no mercado, não vejo problema nenhum em ser o prato principal no banquete de um casal, de ser aquele que vai apimentar a relação, o elemento novo numa soma já conhecida, o terceiro vértice de um triângulo.

Por isso, estou aqui, à disposição, analisando as propostas! Sinta-se à vontade para fazer o seu lance.

😉

“Three is a charm
Two is not the same
I don’t  see the harm
So are you game?”

3 (Britney Spears)


Mudanças

17/11/2009

mudancas

“É doloroso o processo de crescer,
Quem diz que não é esta mentindo.
Mas a verdade é a seguinte:
Às vezes, quanto mais as coisas mudam,
Mais elas continuam iguais.
E algumas vezes, a mudança é boa.
E algumas vezes, a mudança é TUDO.”

(Grey’s Anatomy Episódio 1 – Quarta Temporada)

Às vezes me pergunto se estamos preparados para as mudanças. Mudança de casa, mudança de postura, mudança de emprego, mudança, em geral.

Eu tenho medo de mudanças, sou resistente a elas. Mas, uma vez que decido mudar, vou fundo e não olho para trás. Aquele medo inicial, aquela resistência, pouco a pouco é substituído por uma euforia, por uma vontade louca de ver como tudo vai transcorrer e, quando me dou conta, já estou totalmente envolvido pela mudança, seja ela qual for.

E eu tenho resolvido mudar. Revendo alguns valores e algumas verdades absolutas de até então, tenho me surpreendido ao me questionar sobre eles e por me perguntar ‘por quê?’. Sim, por quê eu pensava dessa jeito, por quê não posso ousar, por quê não posso escolher um outro caminho, uma outra forma de fazer?

Assim, algumas coisas que eu já tinha prometido a mim mesmo nunca fazer, por motivos que eu já nem me lembro mais, foram revistas. Estou me permitindo, estou vivendo, estou deixando um pouco pra lá aquela coisa chata de ser todo organizado e coerente que eu tinha até então.

Uma tatuagem que me deu vontade de ter, uma viagem que eu sempre adiava, aquele beijo que eu deixava para uma segunda oportunidade. Não! Eu quero agora, porque a minha hora é agora.

Porque mudar pode ser bom. E porque mudanças podem ser tudo. Afinal, só se vive uma vez!

“It’s my life
Is now or never
I ain’t gonna live forever
I just want to live
While I’m alive…”

It’s My Life (Bon Jovi)


O Tempo, a Volta e suas Implicações

13/11/2009

tempo

Cinco meses se passaram desde meu último post.
Quanto sua vida pode mudar em cinco meses? Bastante, posso garantir a vocês.

Em cinco meses eu deixei de namorar. Eu mudei de cidade. Eu fiz novos amigos. Eu estreitei antigas amizades. Eu viajei. Eu chorei. Eu sorri. Eu vivi.

Sim, a vida não parou. Eu não tive tempo de ficar me lamentando, pois cada segundo que eu deixava para trás, era um segundo que não voltaria, era uma experiência que eu não teria de volta, era um momento único que  não seria novamente vivido.

Em cinco meses eu amadureci. Eu tive tempo para focar a minha vida no(s) meu(s) trabalhos e projetar o meu futuro. Eu pude perceber que por mais que queiram o meu sucesso, não adianta nada se eu mesmo não o quiser e não lutar por ele.

Mas nem tudo foram flores nesses cinco meses. Eu chorei muito no meu travesseiro, eu solucei, eu quis gritar e desejei um ombro pra chorar. Eu fiz coisas das quais me arrependi bastante, mas logo depois eu descobri que fiz exatamente o que tinha de fazer. Eu nunca poderei lamentar o fato de não ter tentado, de não ter insistido, de não ter lutado pelo que eu queria (ou o que eu achei que queria).

Deixei o interior e agora vivo na capital. Rio de Janeiro. Cidade Maravilha, purgatório da beleza e do caos. Rio 40 graus. Rio, cidade Olímpica. Rio. Meu Rio de Janeiro. E como eu amo essa cidade e como amo viver nessa cidade. O Rio me fascina mais a cada dia de sol, a cada fim de semana de farra, a cada noite não dormida, a cada novo amigo conhecido. O Rio está de braços abertos para mim e eu estou nos seus braços, completamente rendido, apaixonado, fisgado por suas belezas e suas mazelas.

Em cinco meses eu costurei meu coração. Dei pontos forçados e doídos, mas pouco a pouco, o deixei (e deixo) inteirinho de novo. Eu tenho apenas 28 anos, né? Ainda pretendo viver grandes amores, chorar muitas decepções, amor novamente e ser amado. Tem horas que me pego pensando na vida, nos meus sonhos, nos meus planos. Ainda sonho com um mundo encantado, com um amor de faz de conta. O foda é pensar que já tive tudo isso e ficar na expectativa de ter novamente. Logo depois eu ligo o foda-se e penso na vida que tenho e que tantos gostariam de ter. E sorrio, afinal, eu posso fazer isso, porque a vida sorri pra mim.

Cinco meses. Uma vida. Uma fração de vida. Um pedaço de tempo. Aproximadamente 150 dias. Cinco meses da MINHA vida.

E agora, cinco meses depois, estou de volta. Rendido, saudoso, querendo e precisando ser lido. Porque muita coisa mudou e eu mesmo mudei. Exceto uma coisa: a minha necessidade de compartilhar, de agregar, de contar, de somar. Pois uma coisa não tem jeito: eu não sei ser diferente. Complexo? Igual e diferente ao mesmo tempo? Nada, apenas eu, que alguns poucos conhecem e muitos outros ainda hão de conhecer.

E a partir de hoje estarei novamente aqui, dividindo, blogando, compartilhando. E vocês, queridos amigos, fazem parte disso.

Porque a vida não pára e a hora é agora.

Bem vindos de volta ao meu mundo!

“O passado está escrito nas colunas de um edifício
Ou na geleira onde um mamute foi morrer
O tempo engana aqueles que pensam que sabem demais
Que juram que pensam, existem também
Aqueles que juram sem saber…
O tempo passa e nem tudo fica
A obra inteira de uma vida
O que se move e o que nunca vai se mover…”

Sobre o Tempo (Nenhum de Nós)