Dias de Momo

20/02/2009

“Vamos fugir pr’outro lugar, baby!
Vamos fugir pr’onde quer que você vá
Que você me carregue…
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul, céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu…
Vamos Fugir (Skank)

 

Sabe quando você tá precisando recarregar as baterias, descansar e não pensar em responsabilidades?

Este sou eu no momento.

E, como nada é por acaso, é carnaval.

O que fazer de bom?

Receita ideal: namorado + Cabo Frio/RJ.

E lá vamos nós, porque merecemos!

Blog temporariamente fechado devido ao reinado de Momo.

Até breve!

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O Primeiro Beijo

18/02/2009

beijo“A língua, a saliva, os dentes
Meus olhos estão fechados
A língua, a saliva, os dentes
Meus lábios estão abertos
Agora meus olhos abriram
Meus olhos molharam
Agora seus olhos abriram
Seus olhos me olharam…”
O Beijo (Kid Abelha)

Sentado no ônibus, distraído, olhando as pessoas nas ruas.
Vejo um casalzinho jovem, mochila nas costas, aos beijos, encostados num muro.
O ônibus segue o caminho, mas sei lá porque, a cena se mantém na minha cabeça.
Não sou nenhum voyeur, mas a cena me faz viajar na minha própria história.
Mais especificamente relembro meu primeiro beijo.
Alguns momentos de nossas vidas nos marcam de certa forma, que eventualmente nos recordamos deles. Principalmente momentos que acabam se tornando tão especiais.
Meu primeiro beijo aconteceu quando eu tinha 14 anos.
E, aos 14 anos, eu não pensava muito em meninos. Sei lá, na verdade nem pensava em meninas também. Era um garoto apenas.

Adolescente é uma coisa boba demais, definitivamente.
Eu via os casais na TV, nos cinemas, nos livros e via beijos em todos os lugares. Naquela época parecia que o todo mundo beijava, menos eu.
E vivia a me perguntar como seria o meu primeiro beijo. E, mais insistentemente, quando aconteceria.
E aconteceu da forma mais ridícula possível: eu em casa, num dia à tarde, quando uma vizinha chegou e perguntou se eu queria ‘ficar’ com a Alessandra. 

Heim, como assim? Não estou entendendo!!!

Eu era apaixonado pela Alessandra, a minha vizinha de frente. E ali, do nada, a outra vizinha perguntando se eu gostaria de ficar com ela.
Nem lembro direito o que respondi, só lembro que gaguejei que sim.

Quando, que dia, que horas?

Tudo combinado para mais tarde no mesmo dia, comecei os preparativos.
Corri pro meu quarto, escolhi a melhor roupa, escovei os dentes, até me perfumei.
De tardezinha, no horário de sempre, estava na rua, com os vizinhos, brincando e jogando conversa fora. Foi quando elas apareceram e fomos todos (sim, umas seis pessoas!!!) pra uma praça próxima a minha casa.
Chegando lá que vi como tudo havia sido armado: éramos três casaizinhos de adolescentes bobos, que só queriam beijar.
Os outros dois casais logo se agarraram e sobramos Alessandra e eu, em pé, olhando um pra cara do outro.
Sem saber o que fazer, falei:

Vamos lá, né?


E aconteceu o tal do beijo.
Opinião sincera?
Foi horrível.
Não sabia o que fazer com as mãos, achei muito esquisito outra língua dentro da minha boca e, bati dentes pelo menos umas duas vezes. Eu só queria que aquilo terminasse logo pra eu voltar logo pra minha casa e amaldiçoar o maldito primeiro beijo.
Acabou, eu respirei fundo e dei tchau pra menina.
Alessandra continuou sendo minha vizinha por algum tempo, até que se mudou pra outra cidade. A paixão antiga virou amizade e até hoje mantemos certo contato.
Mas, naquele dia, no meu quarto, prometi a mim mesmo que nunca mais beijaria na minha vida.
Óbvio que não cumpri essa promessa.
Voltei ao presente, sentado no ônibus e me peguei quase gargalhando ao lembrar dessa situação que podia ter sido traumatizante.
E tentei me lembrar do meu primeiro beijo num homem. Lembrei! E, assim como o meu primeiro ‘primeiro’ beijo, não foi nada bom.
Mas descobri que a prática é a melhor professora e que beijar é uma delícia, quando se sabe o que está fazendo e se está com uma pessoa especial. Ainda bem que sou insistente! Pois hoje sei o quão gostosa é a sensação de sentir outra boca junto à minha!


Entre Pai e Filho

16/02/2009

paiefilho“Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?”
Oito Anos (Paula Toller)


-Pai?

-Oi. O que foi, meu filho?
-O que você acha da união civil entre homossexuais?
-Como é que é???
-União civil entre homossexuais, pai. Casamento com direito a herança, divisão de bens e tudo o mais, entre pessoas do mesmo sexo.
-Bem, é… É… Eu diria que… Ah, bem… Eu acho que não tenho uma opinião formada sobre esse assunto, meu filho. Eu precisaria me inteirar um pouco mais para daí sim, formar uma opinião baseada em algo sobre o qual eu tenha conhecimento.
-Hum… Entendo. Na verdade eu também ainda não sei o que pensar sobre isso. Por isso te perguntei, sabe? Pra poder ter um referencial e daí moldar a minha opinião.
-Entendo sim, meu filho…
– …
– …
-Mas e sobre a clonagem?
-O que tem a clonagem, Denis?
-Gostaria de saber o que o você pensa a respeito, ué…
-O que penso a respeito da clonagem? Oras, eu creio que a clonagem vai contra as regras da natureza. Sou meio careta pra esse tipo de assunto…
-Mas assim você está tendo uma visão tacanha, pai. Pense na clonagem, não do ponto de vista ético e sim do ponto de vista científico. Quando me refiro à clonagem não estou falando da clonagem de seres humanos, e sim da clonagem de órgãos, que podem ser muito úteis no tratamento de doentes que precisam de transplantes e que muitas vezes não tem condições de entrar numa ‘fila de espera’ até que consigam um…
-Denis, o que você anda lendo???
-Nada demais papai. Apenas o de sempre: jonais, revistas, navego na internet…
-Ah, sim… Jornais, revistas, internet…
-Claro, pai. Num mundo globalizado como o nosso a informação é essencial. E não vale apenas a cultura acadêmica. Cultura geral é imprescindível nessa selva que é o mundo de hoje!
– …
-Meus amores, vamos almoçar? A mesa já está pronta.
-Ôbaaaaa!!! Mamãe, eu tava morrendo de fome! 
-Que isso, Denis. Não seja exagerado. Mas não se esqueça de lavar as mãos antes de ir pra mesa… Vá agora, que seu pai e eu te esperamos…
-Sim, mamãe!



-Flávia, estou boquiaberto com nosso filho.
-Por quê, Rafael? O que aconteceu?
-Ele me fez umas perguntas absolutamente precoces agorinha a pouco… 
-Meu amor, as crianças crescem…
-Claro que crescem… Mas ele tem 11 anos! Cadê as perguntas do tipo ‘de onde vem os bebês?’, ‘por quê a gente morre?’, e semelhantes???
-São esses dias de hoje, meu amor… Mas deixa isso pra lá e vamos almoçar.
-Vamos sim… Mas antes, me diga se você é a favor ou contra a união civil entre homossexuais.
-O quê???

Pequeno conto pra diversificar as coisas por aqui.
Grande abraço e excelente semana pré-carnaval para todos!
E continuo aqui também!


Fragmentos do Cotidiano (12)

12/02/2009

msn

“Like a virgin
Touched for the very first time
Like a virgin
When your heart
Beats next to mine…”
Like a Virgen (Madonna)

 

Trabalho, 15:30h da tarde.
Clodoaldo (eu TINHA de escrever esse nome), consultor comercial de uma franqueada ligada à nossa empresa chega na nossa sala para tratar assuntos com a nossa Assistente Comercial.
Detalhe importante: o cara é chato e totalmente sem noção.
Enquanto a Assistente Comercial preparava um contrato para ele levar, o mesmo puxa assunto comigo sobre um seminário de comercio exterior que vai ser realizado em março.
Eu, que até o momento não percebia que ele falava COMIGO, virei para ele, cantando:

Like a virgin touched for the very first time
Like a virgin when your heart beats next to mine…

A Assistente Comercial que trabalha comigo irrompeu numa gargalhada e o chato ficou olhando pra ela sem entender o que se passava.
Eu, no alto do meu autismo, perguntei:

-Que foi?

E a minha amiga, Assistente Comercial, virou para ele encerrando o assunto, enquanto eu ainda cantarolava:

-Clodoaldo, liga não, ele é autista. Por opção!

Papo sobre cinema com um amigo, na hora do almoço.
Falávamos sobre filmes diversos, até que eu, comecei:

Eu: Ah, bom é mesmo é aquele filme!
Amigo: Qual?
Eu: Aquele!
Amigo: Ahhhh… Aquele! Aquele qual, porra?
Eu: Aquele, com aquele ator e aquela atriz!
Amigo: Hum… Vamos tentar ser mais didáticos porque está difícil. Você viu quando?
Eu: Sei lá. Sei que passou naquele dia, naquele canal!
Amigo: Vai pra merda!

Nick de um cidadão no meu msn:

Diogo – Vamos trocar chocolate? Eu te dou SENSAÇÃO e vc me dá SEM PARAR!


Eu, não resisto e chamo a criatura: 


Autor diz:
Vc não tem vergonha de um nick tão estúpido:
Diogo diz: Ah, nem é tão estúpido… O que posso fazer? Tô naqueles dias!
Autor diz: Que dias, viado?
Diogo diz: Dias em que preciso tomar LEITE MOÇA, hahahaha 


Bloqueio, né?


Eu, Gay

11/02/2009

bandeiragay“Eu sou assim, se você quer ficar
Nunca vai saber onde vou
Eu sou assim, o que parece ser
Não é o que sou, não!
Eu sou assim, não quero me enganar,
Nem te machucar
Mas quando eu for não olhe pra mim
Eu sou assim…
Eu Sou Assim (Luiza Possi)

 

Eu sou gay!
Nasci assim e não escolhi ser gay. Logo, tenho orientação sexual e não opção.
Certamente, se pudesse escolher, optaria pelo caminho mais difícil, mais tortuoso, mais cheios de obstáculos e preconceitos? Sinceramente, acho que seria como a maioria, afinal, ser igual é um desejo natural do ser humano, que busca pela aceitação.
Demorou para eu me aceitar como sou. Desde a adolescência eu sabia que não era igual aos meus demais amigos, já que olhava para as meninas, mas também me interessava pelos meninos...

Como continua?
Hoje, especialmente, estou no Mentes Discrepantes!
Para continuar a leitura, CLIQUE AQUI!
Leia, participe, comente, indique para os amigos!
Queremos fazer do Mentes Discrepantes um lugar pra discussões saudáveis onde todos são bem vindos!

Sexta-feira voltamos com a programação normal deste blog!
Nos vemos por aí!


Mentes Discrepantes

07/02/2009

mentesdiscrepantes1“Eu quero dizer agora
O oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela
Velha opinião formada
Sobre tudo…”
Metamorfose Ambulante
(Raul Seixas)


Imaginem quatro pessoas totalmente diferentes.
Um homem hetero, um homem gay, uma mulher hetero (e romântica) e uma mulher totalmente liberada sexualmente.
Agora, pegue essas quatro pessoas e dê um blog para elas falaram sobra assuntos específicos, cada um dando sua opinião sobre o tema.
Imaginaram?
Esse é o Mentes Discrepantes, novo projeto do qual faço parte.
O Mentes Discrepantes é um blog sobre assuntos diversos, onde um assunto entrará em pauta na semana e teremos a opinião de quatro blogueiros sobre ele: Dama das Cinzas, El Negro, Quase Trinta e eu.
As postagens ocorrerão aos domingos e quartas-feiras, com duas visões sobre o assunto em cada um desses dias.
E já começamos com um assunto muito interessante e que sei que gerará polêmica: HOMOSSEXUALISMO.
Convido vocês a participar da discussão que, tenho certeza, vai ser bem interessante!
Te esperamos lá, ok?
É só clicar AQUI!
E, aproveitem, e votem na enquete lá no blog sobre o assunto que gostariam de ler na próxima semana!


Um Pouco de Vida Real

05/02/2009

manhunt“Oops!… I did it again
I played with your heart
And got lost in this game,
(oh baby, baby)

Oops you think I’m love
That I’m sent from above
I’m not that innocent…”
Oops! I Did It Again (Britney Spears)

 


Well conheceu Brian no Manhunt.

Trocavam mensagens eventualmente, falavam sacanagens, mas ficava somente nisso.

Afinal, Well morava em Petrópolis e Brian em Niterói.

Um belo dia em que Well resolveu se jogar no Cine Ideal, já na hora de ir embora, reparou num cara que o ficou encarando. E pensou: será o Brian?

Chegou em casa cansado, ligou o computador, entrou no Manhunt e deixou um recado:
”Acho que te vi no Cine”.


Brian respondeu, ficaram dias flertando via mensagens e resolveram se encontrar.

O encontro foi ótimo, o sexo melhor ainda e marcaram um novo encontro. Mais beijos, mais sexo e a proposta:
-Vamos namorar?

Well ficou felicíssimo e topou o namoro.

Tudo eram flores dentro da medida do possível de um relacionamento à distância.

Mas, os amigos que não prestavam, botavam caraminholas na mente de Well.

 

-Ele vai sozinho pra boate? Você não tem ciúmes?

-Não, eu confio nele! –Well respondia, mas ficava pensativo na mesa de bar.

 

O tempo passou, o namoro parecia firme, mas algo preocupava Well. Uma pulguinha permanecia atrás de sua orelha.

Foi quando teve a idéia.

Criou um perfil fake no Manhunt e mandou uma mensagem pro namorado.

Que, para sua surpresa, respondeu!

MSNs trocados (o do Well, fake, claro) e a conversa descambou para a sedução explícita.

 

Well fake diz: Eu quero ficar com você!

Brian diz: Mas eu tenho namorado!

Well fake diz: Ele não vai ficar sabendo!

Brian diz: Vamos apenas nos conhecer pessoalmente, conversar, ok?

Well fake diz: Um beijo! Pelo menos um beijo!

Brian diz: Ok, tudo bem! Apenas um beijo pois tenho namorado!

 

E veio o barraco.
Well disse para Brian que tinha provas de sua ‘traição’ enquanto este negava tudo…
 

-Imagina! É tudo mentira desse seu amigo! Ele quer nos separar!

-Não tem amigo nenhum! Fui eu mesmo quem falou com você no msn!

 

O pedido de perdão, a confusão na cabeça de Well e o fim do namoro.

Brian então, sentindo que perdeu um cara legal, usa todas as suas armas para voltar com Well, que, me diz, impassível, no MSN:

Well diz: Sem chance, Autor! Descobri só podres dele! Como vou namorar alguém mais piranha do que eu?

E o pobre Autor se cala, olha para a janela aberta em seu computador e apenas pensa:

-É! Essa tem de ir pro blog!