O Nabo

30/01/2009

nabo1“Brincadeira de criança

Como é bom, como é bom
Guardo ainda na lembrança
Como é bom, como é bom
Paz, amor e esperança
Como é bom, como é bom
…”
Brincadeira de Criança (Molejo)

 

Dia chuvoso, horário de almoço, empresa sem rede.
Na falta do que fazer, a idéia: brincar de adedanha (acho que em São Paulo chamam de STOP).
Papel, caneta e o jogo começa.

Letra N.
Nome, fruta, cor, carro, marca, objeto!
Objeto com N.

Amiga: – Nabo!
Eu: – Heim? Nabo é vegetal, não um objeto.
Amiga: -Claro que é! Objeto é tudo aquilo que podemos pegar!
Eu: – Tá maluca? TUDO que você pode pegar é objeto?
Amiga: -Sim!
Eu: – Mas nabo não é objeto. Não aceito!
Amiga: -O nabo é meu e uso ele do jeito que eu quiser, como objeto também, basta eu querer.

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Ah, essa internet…

28/01/2009

internet3“Criar meu web site, fazer minha home-page
Com quantos gigabytes se faz uma jangada
E um barco que veleje, veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail lá até Calcutá
Depois de um hot-link num site de Helsinque
Para abastecer, Aihê! Aihê! Aihê!…
Pela Internet (Gilberto Gil)

 

Conheci a internet em 2002.
Antes disso era um bichinho do mato, sem acesso a rede. Um pós-adolescente do interior, que tinha a simples rotina de casa-colégio-casa.

Em 2002 comecei a trabalhar e a internet se tornou real para mim, tanto no trabalho, quanto em casa. E essa internet me pegou de jeito.
Lembro do meu fascínio inicial pelas salas de bate papo. Passava horas falando com pessoas do Brasil todo e achava aquilo o máximo. Logo depois conheci o ICQ, o programa de conversa instantânea. Varei madrugadas naquilo, enlouquecendo minha mãe com o barulhinho que o programa fazia quando alguém falava comigo.

E, foi culpa da internet (e somente da internet) de eu ter entrado no meio gay.

Tinha tido experiência gay na época do colégio, mas como o mundo ao alcance dos meus dedos é que acabei conhecendo pessoas de outros lugares e tomando coragem de marcar encontros e iniciar efetivamente minha vida dupla. Eu não tinha amigos gays, não conhecia o linguajar, os maneirismos, as futilidades do meio gay. Era feliz e não sabia? Rs…

Meu melhor amigo eu conheci numa sala de bate papo. Meu ex namorado também.

Meu atual namorado eu achei no orkut (sim, fui cara de pau, peguei o MSN, adicionei e disse que ele era lindo, sem nem saber se ele era gay!).
E agora, o blog!

Já tive um blog antes desse e era onde eu colocava meus contos e crônicas. Fiz muitos bons amigos lá, mas era um blog sem definição gay, afinal, eu negava pra mim mesmo que era gay. (Me senti uma pessoa bem resolvida e ativista depois dessa minha última frase.)
Aqui no Confissões a Esmo, fiz amigos que hoje são reais e fazem parte da minha vida, que me divertem, que dividem seus dramas comigo, que me matam de rir. Saímos do virtual para o real e gosto muito dessa interação toda.

 

Moral desse post?

Viva a internet!


Ele & Eu

26/01/2009

amor-escrito“Se você for, vou te esperar
Com o pensamento
Que só fica em você

Aquele dia, um algo mais
Algo que eu não poderia esquecer
Você passou perto de mim
Sem que eu pudesse entender
Levou os meus sentidos

Todos pra você
Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui…”
O Vento (Jota Quest)

 

Ele é estressado e acha que nunca vai dar tempo.
Eu sou tranquilo e prático, acho que tudo tem seu tempo.
Ele se irrita com aquele ar de quem está sempre no mundo da lua e que dorme até mesmo no meio de uma conversa.
Eu odeio o seu ar debochadamente cínico.

Ele cozinha besteiras apetitosas.
Eu sou apaixonado por qualquer coisa que ele cozinhe.
Ele é meloso, açucarado, faz mil declarações.
Eu sou meloso, açucarado, faço mil declarações também.
Ele é pé no chão, calculista, realista.

Eu sou sonhador, descontrolado e incapaz de traçar e seguir metas.
Ele é acelerado, multitarefas, sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo.
Eu sou sonolento e extremamente preguiçoso.

Ele é dvd, cobertor e aconchego.
Eu sou cinema, pipoca e refrigerante.
Ele é bonito, de um jeito clássico e formal.
Eu sou alto, desengonçado e um verdadeiro crianção.

Ele é lindo!
Eu só tenho olhos pra ele.
Ele diz que me ama.
Eu tenho certeza disso e o amo também…
Ele e eu.
Eu e ele.


Fragmentos do Cotidiano 10

22/01/2009

spotlight2“Faço tudo pela fama
Não tem jeito eu sou assim
Sei que a fama tem um preço
Vou pagar, quero subir
Na cama com Madonna
Quero mais é ser feliz
Se eu tiver quinze minutos
Viro capa de revista…
Fama (Beth Lamas)


Namorado passando uns dias na minha casa, já que veio a Petrópolis fazer uma prova inesperada e resolveu ficar no meu ap, já que o dele ainda estava em ritmo de férias (geladeira desligada, por exemplo).
Eu no meu trabalho e ele entra no msn.

Namorado diz:
Amor, to aqui casual, daí peguei um brinco.
Tô mexendo no brinco, coloquei ele aqui de novo, to olhando, peguei pela milésima vez, olhei, coloquei no lugar.
Dai agora que eu realizei que SÓ VC MORA AQUI!!!
Amor, vc tá se travestindo????
SABIA!

Reavaliação na academia.
O instrutor manda eu ficar só de short, subir na balança.
Me pesa, me mede, vê percentual de gordura, o procedimento de sempre.
Pega então a ficha da avaliação anterior pra comparar e, com cara de deboche, vira pra mim:

-Cara, adivinha o que você mais ganhou nesses últimos 3 meses?
-Acho que peito, né?
-Também… Mas, acredite, você ganhou 6 cm de bunda!
-Heim???

Amigo ‘Artista’ que fez figuração na minissérie Maysa, antes da estréia da minissérie falando para nós sobre seu personagem:

-É um amigo do Miguel, espanhol, apaixonado por uma amiga da Maysa. O Jaime pediu para eu interpretar paixão com o olhar. Foi muito difícil construir o personagem.

Com a minissérie no ar, o vimos de relance em uma cena da minissérie e ele todo orgulhoso colocou foto da cena no orkut e o caralho a quatro, além de ostentar a seguinte frase no MSN:

Depois de Maysa, vem aí, Caminho das Índias

Nós, os amigos, que não prestamos, tivemos de sacanear:

Amigo ‘Artista’: Gostaram tanto do meu trabalho em Maysa que me chamaram pra fazer figuração em Caminho das Índias também!
Eu: Jura? Que legal! Vai ser o que dessa vez? Alguma vaca sagrada indiana?
Amigo 2: Que nada… Estão na dúvida se ele vai interpretar um caminho ou uma índia!

E o Amigo ‘Artista’ emburrou a cara pra gente!
Povo sem senso de humor!


Se Eu Fosse Você 2

21/01/2009

seeufosse2“At first, I was afraid,
I was petrified.

Kept thinkin’ I could never live
Without you by my side,
But then I spent so many nights
Thinkin’ how you did me wrong.
And I grew strong
And I learned how
To get along…”
I Will Survive (Cake)

 

Sessão de cinema na terça-feira à tarde.
Inicialmente o planejado era assistir O Curioso Caso de Benjamim Button.
Mas minha adorável companhia estava aproveitando o ferido (do Rio, 20/01) em casa teclando com sua paquera virtual e me deixou na mão.
Sem saco pra voltar pra casa me arrisquei sozinho no cinema e me assustei com o tamanho da fila, que fazia curva. Como combinei de assistir Benjamim Button com minha amiga, resolvi assistir Se Eu Fosse Você 2, que era exibido em duas salas.
Comprei o ingresso e entrei na sala já com os trailers sendo exibidos. Demorei alguns minutos pra achar um lugar (a sala estava lotada) e quando abri minha Coca (Zero, deixo bem claro) o filme teve início.
Preciso dizer que gostei muito do primeiro filme, que era despretencioso e divertidíssimo, e que me arrancou boas gargalhadas. Por isso, não esperava lá grandes coisas da continuação. E me enganei redondamente.
O segundo filme é bem melhor que o primeiro, o que é raro.
Gargalhei muito e tenho de destacar o excelente trabalho de ‘Gloria Ramos’ e ‘Tony Pires’! Eles estão perfeitos no papel. Tony Ramos, cheio de trejeitos com seu Claudio-Helena rouba todas as cenas.
Diversão garantida para uma terça-feira chuvosa.
Valeu o ingresso.

Quem nunca ouviu (e se acabou de dançar) a música que é considerada um dos hinos gays, I Will Survive, na voz de Gloria Gaynor?
Todo mundo, claro!
E eis que em algum site (ou terá sido blog?) vi um link para a versão do Cake para esse hino.
Confesso: viciei! A música ficou perfeita nesse estilo rock-baladinha-sofrimento do Cake.
Quer ouvir? Clica aqui!


Big Brother Brasil

18/01/2009

bbb1“Se você soubesse
Quem você é

Até onde vai a sua fé
O que você faria?
Pagaria pra ver?
Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer…”

Vida Real (RPM)

 

Eu gosto do BBB.
Sempre me diverti assistindo e não entro nos méritos se o programa é bom ou ruim. Eu gosto e isso me basta.
E não é por assistí-lo que me considero alienado ou burro. Muito pelo contrário. Para mim é apenas mais um programa de televisão que desperta minha curiosidade e me diverte durante o tempo que estou parado na frente da televisão.
Esclarecido isso, tenho de dizer que estou curtindo muito o programa que começou na última terça.
Convenhamos que a premissa é excelente. Um bando de pessoas diferentes de si, obrigadas a conviver dentro de uma casa em busca de um prêmio de R$ 1 milhão.
E já nessa primeira semana do programa já vimos o que há de pior no ser humano no papel da participante Naiá: uma senhora com mais de 60 anos que só abre a boca pra falar merda.
O que ela falou durante a semana sobre os judeus foi enojante e, pior, exatamente o que muita gente pensa sobre esse povo. E como preconceito é uma coisa para a qual não tenho saco, a mulher que poderia servir como exemplo dentro do programa (a participante idosa, a divertida, a pessoa alto astral) foi ao fundo do poço na minha opinião. Afinal, para mim, as mesmas pessoas que são capazes de discriminar um judeu o farão com um negro ou com um gay, por exemplo.

Mas voltando ao que queria dizer inicialmente: o programa que poderia já ter caído numa fórmula batida, se reiventa a cada edição e o Boninho é um mestre ao criar tantas novidades.
No sábado, com meu melhor amigo de BH me visitando e meu namorado na cidade (já que teve de vir fazer uma prova na faculdade) decidimos pegar uma prainha e curtir o dia de sol e calor. O 4° integrante do grupo, outro amigo daqui de Petrópolis, sugeriu um passeio pela Barra, um jantar e uma ida ao shopping. E assim fomos parar no Via Parque, onde foi construída a tal casa de vidro que abriga os 4 bigbrothers que foram ‘barrados’ no inicio do programa e que disputam a última chance de entrar na casa do Projac.
Vendo pela televisão a tal casa de vidro não dá pra ter uma idéia do que realmente é: uma jaula, como num zoológico. É apertada e os quatro ficam lá o dia todo sendo observados por milhares de pessoas o tempo todo. E eles não perdem o pique, pedem voto, gritam para um público afoito por ver pessoas ‘normais’ virando celebridades na televisão de uma hora pra outra.
 Surreal aquilo lá. Cheguei a ficar com pena dos quatro. Mas uma pena que durou pouco tempo, afinal, eles escolheram participar do programa. E, um deles, vai parar na casa do Projac e pode sair de lá com R$ 1 milhão no bolso.
Coitados?
Coitado de mim, que nunca entraria num programa do tipo e que terei de trabalhar MUITO ainda até conseguir o meu primeiro milhão.


Aprendizado

16/01/2009

aprendizado1“You grieve, you learn
You choke, you learn
You laugh, you learn
You choose, you learn
You pray, you learn
You ask, you learn,
You live…
You learn…”
You Learn (Alanis Morissette)

Em processo de aprendizagem.
É assim que me sinto.
Cada dia aprendemos um pouco mais.
Aprendemos dos tombos que levamos, dos sorrisos que recebemos, das lágrimas que derramamos, das vitórias que conquistamos.
Cada situação acontece de uma forma e é difícil imaginar como agiríamos a elas, mas algo é inegável: sempre aprendemos com o que vivemos e vemos outros viver.
Você pode descartar o aprendizado, a informação, mas algo fica pra você.
E hoje pensei em tudo que aprendi e tenho aprendido nos últimos tempos.
Tempos confusos e estranhos, mas mesmo assim, tempo de descobertas.
Aprendi que minha casa é meu refúgio, mas que o mundo lá fora existe pra ser explorado. 
Aprendi que meus amigos são meus amigos e que posso contar com eles em todos os momentos. 
Mas aprendi também que as amizades mudam. Que, como flores, precisam ser regadas e cultivadas. Porque o tempo passa, o afastamento acontece e é muito triste sentir que estamos perdendo alguém.
Aprendi que palavras magoam e que ser sincero não significa ser cruel. A forma de dizer uma coisa influencia muito em como a pessoa receberá o que você quer passar.
Aprendi que o tempo passa e que eu não posso controla-lo, por mais que eu queira fazer isso.
Aprendi que posso ser egoísta, mas que não o preciso ser o tempo todo. Pensar em mim é bom e necessário, mas que pensar e agir em prol dos outros faz parte do crescimento como pessoa de qualquer indivíduo. O prazer de ver alguém feliz e de sentir-se útil é infinito.
Aprendi que todos temos as nossas verdades e que não adianta tentar convencer os outros das NOSSAS verdades. Eu sou de um jeito, você é de outro. Não adianta, não vamos mudar ninguém. E não vamos mudar porque as pessoas mudam naturalmente, assim como nós mesmos mudamos.
Aprendi, tenho aprendido e tenho muito mais ainda para aprender.
E o mais importante foi constatar que todo esse aprendizado é mínimo. Que muito mais ainda tenho para aprender.
Aliás, ainda bem.
Tenho medo do dia em que achar que já aprendi tudo que poderia. 
Me digam: qual a graça de ser o dono da verdade, o senhor de todas as respostas?
Prefiro continuar como sou: errando, caindo, levantando, aprendendo.
Vivendo.