Fragmentos do Cotidiano (9)

27/11/2008

sexo1

“Sexo! Eu quero Sexo!
Como é que eu fico sem Sexo?
Vem cá Sexo! Senta Sexo!
Vem cá Sexo! Me dá Sexo!
Solta Sexo!
Sexo (Ultrage à Rigor)

 


Papo com uma amiga:

 

Ela: Lembra daquele cara por quem fui platonicamente apaixonada e vivia trocando emails?

Eu: Lembro sim. O que tem ele?
Ela: Agora as conversas são por telefone. Ele me liga para falar alguma coisa sobre trabalho e fica prolongando o papo, flertando, da mesma forma que fazia por email, só que agora por telefone.

Eu: PQP! E você ainda dá trela?

Ela: Pior! Ele falou que me conhece profundamente. Bem que eu quis, mas ele nada…

 

 

Conversa com outra amiga, no msn:

Amiga diz:
Estou de volta à caça na rede… kkk…
Tem 2 caras que vi num site de relacionamento. Um eu adicionei, o outro me adicionou.
Mas ainda não conversamos, apesar de que por foto, os dois são bastante pegáveis!
E como eu já vi fotos deles e eles não me viram, queria causar uma boa impressão logo, por isso preciso saber o que você acha dessa minha foto. Estou apresentável?

Autor diz:

Eu gosto da foto! E, além do mais, vc é bonita e tá gostosa, logo, vc causa boa impressão!

 

Amiga diz:

Ah, tanto tempo fora do mercado, nem sei mais…

 

Autor diz:

Hahahaha… Já to imaginando você adentrando de novo no mercado!

 

Amiga diz:

Na verdade, queria que o mercado adentrasse…kkkk

 

Uma conversa qualquer, mas que não vou identificar os interlocutores:

-Você tem vontade de chupar uma buceta, às vezes?
-Ah, eu não! Não mesmo!
-E de comer um cu, você tem vontade?
-Ah, daí depende! O cu de quem?

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Das coisas que só acontecem comigo…

24/11/2008

latino“Hoje é festa lá no meu apê
Pode aparecer
Vai rolar bundalelê
Hoje é festa lá no meu apê
Tem birita
Até amanhecer…”

Festa no Apê (Latino)

 

Sexta-feira, pós-feriado da Consciência Negra.

Eu cansado e já animado para o meu fim de semana.

Saio do trabalho pontualmente às 17h, pois posso até me atrasar pra chegar, mas pra sair, jamais!

A caminho do meu ponto de ônibus resolvo dar uma parada no McDonalds para comprar um milkshake.

Duas filas paralelas de atendimento. Eu de mochila nas costas, blusa de frio vermelha com capuz na cabeça, cavanhaque no rosto (tá tá tá… às vezes eu deixo… meu namorado gosta, oras!).

De repente reparo em duas garotas na fila do lado me encarando e cheia de risinhos. Eu, que ando com mania de perseguição, já pensei comigo: ‘Putz, to dando tanta pinta assim?’.

Com meu fone no ouvido tentei ignorar, quando uma das meninas veio ao meu lado e disparou:


-Posso tirar uma foto com você?


Disse isso já me segurando na cintura e olhando para a amiga, que com o celular nas mãos tirava a foto.

Nisso, o McDonalds inteiro já olhava pra gente e pra minha cara de idiota de quem não entendia nada. Quando a menina começou a falar alto e sem parar:

 

-Uma pena você ter saído do Circo do Faustão. Seu cd novo ficou tão bom! E você é mais magro pessoalmente, né? A televisão engorda!

 

Eu cada vez entendendo menos, quando a ficha caiu com uma frase de um garoto falando com alguém no telefone.

 

-É o Latino! Ele tá aqui no McDonalds!

 

PQP!

Eu já tinha ouvido falar em inconsciente coletivo, mas o que sucedeu a seguir foi surreal.

Todo mundo do McDonalds tinha absoluta certeza de que EU era o tal do cantor Latino. Tiravam celular e viravam pro meu lado pra tirar foto e não adiantava eu dizer que não era, pois eles riam e falavam que sabiam que era!

Uma senhora na minha frente virou pra mim e falou:

 

-É normal aqui em Petrópolis! O Luciano Huck tava aqui esses dias gravando um quadro pro programa dele… E você tá no McDonalds.

 

E eu só pensava em sair logo dali, mas com a muvuca que virou aquilo lá, as duas pessoas na minha frente demoraram para ser atendidas. Quando finalmente cheguei ao caixa e pedi meu milkshake e fui pagar com o cartão, a atendente pegou e falou:

 

-Descobri o nome e o sobrenome do Latino! E é ele mesmo! Até a inicial é a mesma!

 

Saí de lá correndo e com vergonha.

Porque, tipo, eu não tenho NADA a ver com o latino. Nada a ver mesmo!

E, todos os amigos pra quem contei isso, racharam o bico de rir.

Claro, né?

No dos outros é refresco!


TOP Five – CQC Portugal

21/11/2008

 universal“Chegando no local que ela escolheu:
“Não-sei-que-lá-do-reino-de-Deus”
Olha o nome do filme: “Jesus Cristo é o Senhor”
É comédia?
(Não é filme, o cinema acabou.
Virou Igreja Evangélica e eu só te trouxe aqui
Pro’cê comprar pra mim uma vaga lá no céu!)
Ah, irmã, deixa disso, minha grana só vai dar
Pra te levar pra ir rezar lá num motel!”
2,3,4,5,meia,7,8 (Gabriel, O Pensador)

Eu sou apaixonado por televisão, principalmente seriados.
Mas confesso que tem os programas nacionais que eu adoro assistir.
Entre eles, está o CQC, da Band.
Acho o humor deles ótimo e menos gratuito que o do pessoal do Pânico (que, às vezes, ainda me mata de rir).
Entretanto, esse vídeo abaixo é da versão portuguesa do CQC (aliás, o CQC original é argentino e tem cópia em praticamente todo o mundo), mais precisamente do quadro que eu mais gosto no programa, o TOP Five, que nada mais é que as pérolas que a TV produz.
Vale a pena assistir por vários motivos: o pedantismo do João Doria Jr. em Portugal durante o LIDE (Reunião de Líderes Empresariais) pedindo a união contra a crise; o deboche dos apresentadores com o pedantismo do João Doria Jr.; as sacadas geniais dos apresentadores comparando o ‘ato’ do João Doria Jr. à Igreja Universal do Reino de Deus e a Rede Record.
Não é deboche. É a apenas diversão.


O Arroz De Palma

18/11/2008

arrozdepalma1“Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito…
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há…

Pais e Filhos (Legião Urbana)

 

 

Eu costumo dizer que a internet me reservou boas surpresas e isso tem se mostrado cada dia mais verdadeiro. Na internet fiz bons amigos. Pessoas tão diferentes de mim e pessoas ao mesmo tempo tão iguais.
Houve uma época em que eu adorava passar meu tempo em salas de bate papo, jogando conversa fora, conhecendo pessoas de todo o tipo.
Numa dessas minhas empreitadas pelos chats do UOL conheci um cara que hoje considero um grande amigo.
Eu nem fazia idéia de quem era ele, mas em poucas conversas nasceu uma amizade tão legal, tão sincera. Nos descobrimos aos poucos, ambos apaixonados pelas palavras, pelas letras, pelos livros.
Descobri nele um dramaturgo, roteirista, poeta, ex-diplomata e mil coisas. Apesar da diferença de idade, nossas conversas sempre fluíram de forma fácil e gostosa.
Um belo dia, ele em Petrópolis, nos conhecemos pessoalmente, tomamos um café e a impressão que eu tinha do cara por trás do MSN se tornou mais real depois daquele encontro.
Eis que alguns meses atrás ele me fez um convite. Me disse que ia lançar um livro e que gostaria da minha presença no lançamento.
Eu, bicho do interior, bobo que sou, claro que aceitei. E na terça feira passada me encontrava na Livraria Argumento, em pleno Leblon, no lançamento do seu livro, O Arroz de Palma.
Introdução boba que fiz apenas para começar a falar desse livro saboroso que devorei rapidamente e, prometi a esse meu amigo, Francisco Azevedo -pra mim, o Chico! -fazer uma resenha aqui (como se eu tivesse gabarito para tanto).

O Arroz de Palma é uma história familiar. Aliás, como bem diz em várias ocasiões a narrativa do livro, ‘família é prato difícil de preparar’.
Acompanhamos no livro os 100 anos da história de uma família (que poderia ser a minha, a sua, a do vizinho), tempo esse em que, claro, muita coisa acontece: casamentos, brigas, separações, intrigas, comemorações, nascimentos e mortes. Tudo que uma família tem direito (inclusive existe um personagem homossexual, tratado de forma simples e real), temperados com carinho pelo autor, que sabe dosar as palavras com uma poesia deliciosa. Como bem diz uma crítica do livro, O Arroz de Palma é ‘uma história de família como um almoço de domingo.’
Assino embaixo e recomendo.

Só para dar um gostinho, alguns trechos que eu saboreei e apreciei, como verdadeiras guloseimas, presentes na narrativa da história:

“Cedo também aprendi que o corpo conhece outras maneiras de se purificar. A urina, a menstruação, o vômito, as espinhas, o esperma, a coriza e o suor, tudo nos purifica. O que o corpo põe para fora é sinal de purificação. Assim, as lágrimas seriam a forma mais elevada de nos purificarmos. E o nascimento de uma criança, a mais completa.”

“…Tantas questões por responder. Afluentes de um só rio somos todos, acredito. Artérias de uma só veia que deságua no coração. Bela missão esta que nos foi dada: a de nos criarmos e recriarmos pacientemente a cada dia. Sem que o sangue jamais nos suba à cabeça, é o que peço. Família somos todos.”

“…Sem demonstrar um pingo de fragilidade, olhando em meus olhos o tempo todo, Nuno me explica como começou a se envolver com as manifestações estudantis, as idéias políticas, o contato com as drogas, o clima de liberdade sexual entre os jovens e, por fim, pra me deixar completamente zonzo e nocautear, a sua amizade e o seu relacionamento com Augusto, um rapaz de 20 anos como ele.” (o grifo é meu)

“…Simples assim. Sempre acompanhamos com olhos de saudade o balão que sobe céu afora e se mistura no azul. Acontece com todos. Depois, são só histórias, uns poucos retratos e receitas caseiras. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.”

E isso é um nada perto de tudo que essa leitura pode nos proporcionar.
Indico a vocês a leitura e, a quem interessar, basta clicar aqui para ir até o Submarino na página do livro.

A você, Chico, meu querido, agradeço o carinho, a lembrança, o convite e o ter me proporcionado uma leitura tão agradável.
E agradeço também às palavras de incentivo e elogios a esse blog e à minha pessoa.
E espero ansioso aquele nosso café que estamos devendo um ao outro para colocar o papo em dia e desfrutar a companhia agradável.
Pra finalizar, deixo aqui embaixo a dedicatória tão sutil e tão cheia de carinho que você escreveu, à mão, no meu livro, comprado e autografado no dia 11/11/2008, na noite de lançamento, na Livraria Argumento, do Leblon.

“Autor, meu querido,
Prova inquestionável de que a internet pode ser fonte de belas amizades.
Beijo imenso e agradecido,
Chico.
Rio, 11.XI.08”


Beijo e Discriminação

16/11/2008

beijo“Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser…

Beija Eu (Marisa Monte)

 

Essa eu li na Folha Online.

 

Rio de Janeiro regulamenta lei municipal que pune discriminação a beijo gay
ANDRÉ ZAHAR
Colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio

Um decreto da Prefeitura do Rio publicado no “Diário Oficial” regulamentou duas leis que prevêem punições a “todo ato de discriminação praticado contra pessoas, em virtude da orientação sexual destas.” Poderão ser aplicadas multas (a partir de R$ 2.290), haver a suspensão do funcionamento e mesmo a cassação do alvará.
A prefeitura também criou um canal de denúncias por e-mail e telefone e disse que, antes de punir, irá realizar ações educativas.
Os principais alvos são bares, restaurantes ou outros estabelecimentos que impedem casais gays de se beijarem ou de trocarem carinhos em suas dependências.
No Estado de São Paulo, existe lei semelhante desde o ano de 2001.


O que eu penso disso?
Não sou de ficar demonstrando carinho em público (nem quando eu namorava mulher, isso é coisa minha mesmo), mas não vejo porque os gays tem de ficar se podando em demonstrar carinho com medo de levar porrada ou serem expulsos de determinado lugar. Acho que tudo tem limite e um beijo ou carinho sutil não deve ser censurado.
Assim como também acho que quase-coito é ridículo. Tanto para gays que não se controlam e quase transam no meio do povo ou para casais heteros sem noção que pouco se importam com quem passa à sua volta (aqui em Petrópolis tem uns adolescentes que praticamente transam nas esquinas de tão vorazes que são os ‘carinhos’).
O que lamento é que algo tão natural necessite de uma lei para que aconteça sem transtornos.


O Veneno da Anaconda – Entrevista com ThiCrazy

13/11/2008

thi22“Nenhum sofrimento me comove

Nenhum programa me distrai

Eu ouvi promessas

E isso não me atrai

E não há razão que me governe

Nenhuma lei pra me guiar

Eu tô exatamente

Aonde eu queria estar…”
Dejà Vu (Pitty)

 

Ele tem 22 anos e um histórico pra lá de agitado: já foi casado, se separou, virou garoto de programa, venceu uma luta contra a leucemia e está pra lançar um livro contando essas e outras histórias.

Curitibano e com uma personalidade que exala sexo, assim é Thiago (ou Crazy, ou Willian, ou Alexandre), autor do blog Solsekisi e nosso entrevistado de hoje.

 

 

Thiago, Crazyboy, menino, homem. Pelas suas histórias pode-se dizer que você é um cara multifacetado? Mil pessoas numa só? Mil personalidades?

Eu não diria mil personalidades, eu diria mil formas de pensar.

 

Por nossas conversas e pelo que leio no seu blog, sua vida sexual é bem movimentada. Sempre foi assim?

Não, só depois da separação com minha ex-mulher. Antes eu era alguém fiel e dedicado, mas depois só fui fiel e dedicado a quem realmente valia a pena. Como isso quase nunca acontecia…

 

Vc já fez programas. Fazia por que gostava ou por que a grana era boa?

Pelos dois. Eu adorava fazer programa, eu me divertia. Sexo sempre é bom, pelo menos eu sou viciado. E pagando pra fazer o que eu gosto, ai era pura diversão.

 

Já passou alguma situação inusitada durante o sexo? Qual a maior bizarrice que já fez ou pediram que fizesse?

Já sim, inúmeras. E eu não classificaria como bizarra e sim engraçada: transar vestido de galinha.

 

Heim? Explica isso!

O cara me ligou (um da alta sociedade curitibana) e me fez a proposta de transar fantasiado, ofereceu uma grana alta e eu topei.

 

Vc já falou do tamanho do seu pau algumas vezes… Tamanho faz diferença?

Não, não faz, não pra mim, mas talvez para os outros, vai do gosto (e cu) de cada um.

 

Voltando ao assunto dos programas e essa é uma curiosidade minha: quanto vc cobrava? Quanto vale uma noite de sexo?

No começo eu cobrava super barato: R$ 40 a hora. Mas depois, quando comecei a ter uma clientela fixa, grande e fiel, passei a cobrar de R$ 180 a R$ 300 a hora.

 

E fazia programas com que freqüência?

Cheguei a ter agenda, com 4 a 5 programas por dia e era super concorrido… As pessoas ligavam pra marcar, dae só tinha pra semana q vem, sabe. E eles agendavam e quando vinham me encontrar traziam presentes, falavam que ficavam contando os dias.

 

4/5 programas por dia? Vc não se cansava? Gozava em todos os programas?

Cansar, a gente cansa; mas eu gostava. Era bom, eu sempre fui fanático, obsessivo por sexo. E sim, gozava em todos os programas.

 

E por que parou de fazer programas?

Porque eu fiquei doente, eu tive leucemia.

 

Imagino que tenha sido um baque se descobrir tão jovem e doente. Como foi a luta contra a leucemia? Como vc conseguiu se reerguer de tão forte provação?

Quando meu médico me contou, eu fiquei atônito, sem reação; sai do consultório e comecei a chorar, chorava porque pensava q iria morrer. A única coisa que eu sabia de leucemia era o que eu tinha visto em Laços de Família. Me imaginava numa cama definhando…

A primeira semana foi um horror! Mas depois, quando contei a uma amiga, ela me ajudou a procurar sobre a doença, métodos de tratamento e cura e eu vi que eu podia enfrentar tudo.

Cheguei a pensar em me matar pra não ter que sofrer. Mas só me curei mesmo graças a meus amigos. Não canso de me dizer que foi por eles q me curei.

 

E o que mudou na sua vida pós-leucemia? O que restou do Crazy e o que ficou do Thiago?

Muita coisa mudou. A primeira e mais notória, foi que diminui os fervos e passei a cuidar de mim, para mim mesmo e não para os outros.

Costumo dizer q tenho 3 alter-egos: o Thiago, o Alexandre e o William.

O William é o cara certinho para a sociedade; o Alexandre é a bessha que se acha uma diva; e o Thiago é uma mistura racional dos dois outros egos.

Nenhum deles se desestruturou com a leucemia, somente se fortaleceram.

 

E como surgiu o blog na sua vida?

O blog surgiu junto com os programas. Antes meu blog se chamava: ‘Diário de um garoto de programa’, onde eu contava os casos e causos que aconteciam no meu dia a dia. Depois da doença, exclui aquele blog e comecei com esse.

 

E agora vc está pra lançar um livro… Não tem como não compará-lo um pouco com a Bruna Surfistinha. O que pensa dessa comparação?

O pessoal da editora teve este medo de haver uma comparação. Mas o livro dela é um documentário, o meu um romance.

Mas não foi pensando nisso q escrevi meu livro; a principio ele era uma compilação dos meus melhores momentos. Eu e o pessoal da editora trabalhamos em cima dele, para que eu nenhum momento ele seja comparado de tal forma, ate porque ele não é um livro q só fala de programas. Ele é a historia da minha vida, onde ocasionalmente eu passei a fazer programas.

 

E o que nós, leitores, podemos esperar de O Veneno da Anaconda? Quando será o lançamento? Como está sua ansiedade?

Não esperem um final feliz, pois meu livro não tem um…  Esperem se identificar em muitas coisas, em muitos momentos. Um bom leitor vai sentir tudo o que eu senti lendo o livro, vai chorar e vai rir, vai ter raiva de mim e também vai me amar, é um livro que (pretendo) vai mexer com o sentimento de quem o ler.

O lançamento estava previsto para o dia 20/12, maaaas… bem neste dia eu tenho um evento em SP que não poderei faltar. Por enquanto, eu adiei, sem data definida, mas pretendo para inicio do ano q vem.

E ansiedade? Eu não tenho nem mais unhas. Eu to vendo um sonho se realizar!

 

Meu querido, foi um prazer enorme tê-lo como entrevistado aqui. Você sabe o quanto gosto de você e o quanto torço pelo sucesso do seu livro (e sou interesseiro mesmo e te mandei aqueles originais meus, rs). Tem algum recado final pra galera que te lê e que também torce por você?

Sou uma diva… UHAUHAUHAUHA

Brincadeirinha!

A felicidade está nas coisas mais simples. Não façam como eu que só dei valor a isso quando passei por uma provação que foi minha doença. Sejam felizes a todo o momento, tirem proveito das coisas mais insignificantes e sempre se amem incondicionalmente.


Devaneios e Confissões

12/11/2008

viver“Durma quando o sono bater,
Acorde quando Deus quiser,
Assista menos TV, cante no chuveiro,

Escreva um livro, faça um filme
E se apaixone todo dia por você.
Pare tudo ao entardecer
Não importa o que tiver pra fazer:
Veja o sol se pondo no mar.
Ria sem motivo, pinte um quadro,
Veja desenho animado
E se apaixone de verdade por alguém.

Faça Valer (RUB)

 

Eu já sonhei em casar, constituir família, ter filhos.

Já fui noivo, já procurei imóvel e pensei em marcar a data do casamento.

Já fui hipócrita. Muito hipócrita.

Já quis pra mim, com toda a força, uma felicidade plastificada de comercial de margarina.

Já confundi amizade com paixão. Paixão com amor. Tesão com interesse romântico.

Já fui completamente apaixonado por uma mulher a ponto de pedí-la em casamento para que ela não se casasse com outro e me deixasse.

Já fui amante.

Já fiquei na merda total por alguém, pedindo migalhas de atenção, carinho ou o que quer que fosse lançado em minha direção.

Já desprezei, humilhei e brinquei com os sentimentos alheios.

Já disse não querendo dizer sim. E já disse sim querendo dizer não.

Já pensei que algo fosse pra sempre e vi o pra sempre ser dissipado de uma hora pra outra, sem aviso ou explicação. Mas também já achei que algo seria passageiro e vi durar e durar e durar.

Já fui ousado, destemido, pró-ativo e intrometido. E já me acovardei e me escondi.

Já chorei assistindo filme, novela e seriado. E já olhei estarrecido e sem entender porque alguém chorava pela morte de um cachorro, de um gato ou de um papagaio.

Já acordei de mau humor, querendo apenas que o dia terminasse logo. Mas já acordei feliz, com vontade de sair cantando, cumprimentando estranhos e querendo que aquela sensação não acabasse nunca.

Já tomei porres memoráveis, fiquei bêbado, vomitei em cima da mãe do meu amigo no baile de sua formatura. E já fui o único sóbrio num grupo de amigos, tendo que carregar bêbados e dirigindo enquanto todos dormiam e roncavam dentro do carro.

Já desejei imensamente alguém que eu achava lindo de morrer e quando finalmente transei com a pessoa, achei o sexo uma merda. E já fui pra cama com alguém com quem eu não nutria nenhuma expectativa e me surpreendi com desempenhos espetaculares.

Já fui embora de casa pra nunca mais voltar e fui até a esquina e me dei conta de que tava quase na hora de começar o meu programa de TV favorito e voltei para casa.

Já fiz muita coisa nessa vida.

Mas quero fazer ainda muito mais…