O Super Homem

26/09/2008

“I’m only a man in a silly red sheet
Digging for kryptonite on this one way street
Only a man in a funny red sheet
Looking for special things inside of me…”
Superman (Five For Fighting)

 

Era ainda a primeira metade de 2007. Não lembro o dia ou mês, mas sei que foi depois do carnaval e antes do meu aniversário.
Naquela época eu adorava perder tempo no chat da UOL e foi assim que ele puxou papo.

Clark diz: afim de marcar uma parada real?
Autor diz: oi? como assim?
Clark diz: gosto de agilidade… tenho 34 anos, casado, moreno, cabelos pretos e lisos, olhos castanhos e quero uma real com outro homem.
Autor diz: hum… interessante… vamos para o msn

No msn descobri que ele era médico, do Rio, mas que dava plantão no hospital daqui do alto da serra duas vezes por semana.
Ele queria a todo custo marcar uma ‘real’ para o dia em que ele tinha plantão, eu não tinha nada pra fazer mesmo, pela foto parecia muito bonito e acabei topando.
Foi quando ele disse.

Clark diz: mas eu tenho uma fantasia, será que pode realizar?
Autor diz: fantasia? de que tipo?
Clark diz: gosto de imaginar que sou o Super Homem na hora do sexo.

Eu ri, né?
Acabou que marcamos de nos encontrar na semana seguinte e foi o que ocorreu.
Ele realmente era a pessoa da foto, mais bonito pessoalmente, por sinal.
Conversamos um pouco, tomamos um café e fomos pro motel. Afinal, o que a gente tinha era pressa.
Chegamos ao motel, eu me sentei na cama, tirei o sapato e quando olhei ele estava parado no meio do quarto, braços cruzados no peito, olhar duro.

-O que foi? -eu perguntei.
-Lex, Lex, vc não toma jeito! Se fazendo de desentendido? -ele respondeu.

Eu juro que tentei me segurar, mas não consegui. Caí na gargalhada.

-Lex, do que está rindo? Qual é seu plano para dominar o mundo dessa vez? Irei te impedir. 

Ele continuou e veio em minha direção. Eu olhava incrédulo, sem saber se ria ou se me preocupava.
A poucos metros de mim ele se ajoelhou como se sentisse dor.
Eu arregalei ainda mais os olhos e ele não parava de falar.

-Kriptonita, Lex! Vc quer me matar. Sinto kriptonita em vc. Mas é uma kriptonita diferente, uma kriptonita que me atrai, que me puxa como um imã.

E veio com suas mãos em direção ao meu pau.
Pegou por cima da calça e começou a massagear.
Eu, que sou um puto puro, esqueci da situação ridícula e acabei ficando excitado.
Ele me chupava e dizia que meu pau era de kriptonita pura, a mais saborosa e que o deixava enlouquecido e não fraco.
O pior de tudo é que a loucura dele ia me excitando cada vez mais.
Ele ficou de quatro e mandou:

-Lex, mostre para mim como a kriptonita deve ser utilizada.

E eu fui sem dó.
Ele gemia, se contorcia e se divertia com a brincadeira.
Eu, puro que sou, fiquei um pouco constrangido, mas me diverti também.
Gozei muito e ele disse que a porra kriptoniana tinha poderes curatórios.
Eu já tinha gozado e já estava ficando dificil de não rir de toda aquela situação.
Fui para o banheiro, tomei banho e fomos embora.
E até hoje, eventualmente, ele surge no meu MSN perguntando quando o  Lex aqui vai ter um tempo para uma conversinha com o Clark.

Quando ele me deixou na frente do hospital depois que saímos do motel não resisti e liguei para meu melhor amigo para contar para ele a história surreal.
Eu ria muito e meu amigo mais que eu. Mas ele não aguentou e disse:

-Meu amigo é Lex Lutor. Já tô imaginando ele querendo que da próxima vez você seja o Robin ou o Mestre Splinter das Tartarugas Ninja.

Pois é… 
E contando, ninguém acredita.


Olhares

23/09/2008

“Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho…”
Wave (Tom Jobim)

Amigos, não tenho feito absolutamente NADA nessas férias.
Tem sido um enorme período de ociosidade (que estou adorando por sinal).
Mas esse ócio não está sendo criativo e eu ando sem inspiração.
Por isso, deixo com vocês esse conto que escrevi anos atrás.
Gosto dele, apesar de todos os clichês.
Detalhe, ele já foi publicado numa coletânea de contos de um concurso estadual aqui do RJ.
Espero que gostem.

O OLHAR EM DUAS VIDAS

Anos 50. As mulheres ainda eram muito recatadas e os homens muito cavalheiros. Andando pelo centro da cidade, em meio a bondes e a um insinuado progresso, ele seguia distraído. Pensava na vida, nos problemas do cotidiano, nos seus vinte e três anos.
Ainda distraído pegou o bonde. Sentou-se e desviou sua atenção para a paisagem. E ficou a pensar no tudo e no nada. Da paisagem passou a observar os passageiros. E foi então que seus olhares se encontraram.
Ela era linda. A mais linda que ele já havia visto. Estava sentada e quando se viram firmou o olhar. Era um olhar penetrante, fixo, envolvente. E ficaram assim, olhando-se. E apenas olharam-se, já que ele teve de descer no seu ponto e ela seguiu no trajeto do bonde.
Durante muito tempo ele pensou nela e lembrava-se daquele olhar. Mas com o passar do tempo, aquele olhar se transformou no que realmente era: uma lembrança de um pequeno flerte e nada mais.
Muito tempo se passou. Um dia, caminhando pelo calçadão ele estacou. Era ela. Vinha gargalhando, com um grupo de amigas, muito feliz. Era ainda a mesma garota daquele dia no bonde, exatamente como ele se lembrava.
A lembrança adormecida acordou imediatamente e tomou conta de todo seu ser. Parado no meio do calçadão, sem saber o que fazer, ele viu o grupo de garotas passar e ela ir junto, sem perceber a sua presença. Mas não importava. Somente vê-la novamente havia sido muito bom. E enquanto acompanhava com o olhar o grupo de meninas afastar-se, ela subitamente virou-se para trás. E mais uma vez seus olhares se encontraram. Não deve ter durado mais que alguns segundos, mas pareceram anos. O mesmo olhar da outra vez: penetrante, fixo, envolvente. A certeza veio naquele momento: ela lembrou-se dele. Mas seguiu seu caminho, deixando-o mais uma vez a pensar naquele olhar.
Agora a lembrança dela e de seu olhar eram freqüentes. Bastava fechar os olhos que ele conseguia visualizar o contorno do rosto e deixar-se invadir por aquele olhar que lhe causava uma sensação tão reconfortante que ele nem sabia explicar.
Quando contou pra um amigo a história, foi chamado de maluco. O amigo zombou e perguntou se ele estava apaixonado por uma mulher que ele havia visto apenas duas vezes na vida. Desconversou e riu junto. Era bobagem, claro. Apenas cruzaram o olhar, nada mais.
Ele nunca foi muito religioso. Nos seus trinta anos, passara diversas vezes na frente daquela igreja e nunca tivera vontade de entrar. Mas nesse dia sentiu uma necessidade. Eram quase dezenove horas e havia um movimento enorme na entrada da igreja; um casamento era evidente. Ele não se importou e subiu as escadas. A igreja estava belamente adornada e ele se dirigiu para os primeiros bancos. Sentou-se, olhou para o altar e só então se perguntou o que fazia ali. Foi quando a marcha nupcial começou a tocar e todos se levantaram para acompanhar a entrada da noiva. Sentiu-se ridículo: estava na cerimônia religiosa de um casamento de pessoas que ele não sabia quem eram. Levantou-se com o propósito de ir embora sem chamar atenção. Foi quando viu a noiva entrar. Num andar gracioso ela esbanjava felicidade. Ele sentiu um aperto no coração, a boca seca, uma vontade de se enfiar num buraco: era ela. Pela terceira vez se cruzavam. Ele queria ir embora, mas não conseguia se mover, apenas encarava aquela beleza que tanto o envolvia. Foi aí que ele percebeu que ela vacilou nos passos: seus olhos se encontraram. Ela continuou a caminhar, mas olhando fixamente para os olhos dele. Aquele olhar mais uma vez.
Assim que o padre começou a cerimônia ele foi embora atordoado. Como podia ficar assim por uma pessoa que nem mesmo conhecia? Aquilo era loucura e ele resolveu esquecer.
Não conseguiu.
Mas o tempo passou. Ele também se casou, viu os filhos crescerem, formarem famílias e quando a esposa faleceu se viu novamente sozinho. Agora, na velhice, não queria dar trabalho aos filhos e decidiu ir morar numa casa de repouso. Os filhos não queriam aceitar, mas ele sempre fez o que quis e dessa vez não seria diferente.
Encontrou o local ideal, um lar para esperar sua hora chegar. Mudou-se e passou a viver sua velhice como vivera sua vida até então: ativamente. Na casa de repouso havia muitas atividades para os moradores e ele se empenhava no máximo que podia.
Um dia, sentado no jardim da casa de repouso ele observou uma senhora que adentrava pelos portões. A senhora era graciosa e elegante, com andar firme e altivo. Carregava uma mala e ele se levantou para ajudá-la. Quando chegou perto e se ofereceu para pegar a mala ficou pálido: era ela. O tempo, é claro, também passara para ela, mas ele nunca se esquecera daquela feição. E quando seus olhares se cruzaram ele teve a certeza. Era o mesmo olhar das outras três vezes. O olhar que ele se lembrara por toda a sua vida.
E ali, no jardim da casa de repouso, pela primeira vez se falaram. E falaram, falaram e falaram. Contaram detalhes de suas vidas um para o outro e a conversa fluía como se fossem amigos de uma vida inteira.
Até que num momento reinou o silêncio. Mas não era um silêncio sem palavras. Era um silêncio que dizia tudo. Um silêncio sustentado pelo olhar de ambos. O olhar de duas vidas que mesmo distantes, haviam sido unidas. Por um olhar…
LFC

E vou ficando por aqui.
Mas juro que volto e em breve, com a regularidade de antes.
Beijos


Pensamentos Avulsos (7)

17/09/2008

“Amor é cristão, sexo é pagão
Amor é latifundío, sexo é invasão
Amor é divino, sexo é animal
Amor é bossa nova, sexo é carnaval…”
Amor e Sexo (Rita Lee)

-Sempre achei que tinha uma vida sexual relativamente movimentada.
Ledo engano.
Ando com uma pele tão boa!!!!
Entretanto, todavia, me pergunto: até quando conseguirei manter o mesmo pique que um rapaz de 22 anos?
Que fique bem claro: não tô decepcionando não!

-Saldo da ociosidade das férias: ainda mais seriemaníaco.
Assistindo no momento:
2ª Temporada de Gossip Girl (muito bom!)
6ª Temporada de One Tree Hill (decepcionante nos primeiros episódios, mas tendendo a melhorar a partir do 3º)
5ª Temporada de House (aguardando ansioso a estréia nessa semana de uma das minhas séries preferidas).
1ª Temporada de 90210 – Barrados no Baile (tô achando muito legal essa releitura do sucesso dos anos 90)
1ª Temporada de Greys Anatomy (viva o DVD!).
2ª Temporada de Queer as Folk (em stand by no DVD).

-Por quê com tantos dias no ano vou ter uma crise alérgica não identificada logo nas minhas férias?
Moral da história: clinico geral encaminha pra dematologista; dermatologista encaminha pra alergologista; alergologista pede teste de contato alérgico.

-Tempo louco. Uma semana de calor intenso. Outra de frio.
Minha saúde? Agradece, claro!


Green Eyes

15/09/2008

“So excuse me forgetting, but these things I do
You see I’ve forgotten if they’re green or they’re blue
Anyway, the thing is, what I really mean
Your are the sweetest eyes I’ve ever seen…”
Your Song – Elton John

O ‘conheci’ no fim do ano passado.
Zapeando pelo orkut fui parar em seu perfil e me encantei com o ar de menino, com seu jeito de moleque nas fotos.
Não tinha nenhum indício de que ele fosse gay, mas vi o msn disponível no perfil e o adicionei num msn fake que usava na época.

-Quem é você? – ele me perguntou quando nos encontramos online.

Fui sincero.
Disse que não o conhecia, mas que tinha caído no seu orkut e gostado imensamente das fotos pois o achara muito bonito.
Ele me chamou de cara de pau e disse que poderia me bloquear.
Mas não o fez.
Conversamos um pouco e passei meu msn oficial para que ele também pudesse ver minhas fotos.
O papo fluiu e eu descobri muito sobre ele: era mineiro, de uma cidadezinha do sul de MG, mas cursava medicina na minha cidade. Como era dezembro ele se encontrava na sua cidade passando férias e só retornaria para a serra fluminense em fevereiro.
Conversamos muito e uma espécie de amizade surgiu entre nós e era sempre legal encontrá-lo online no msn para trocar uma idéia e descontrair um pouco. Pois ele conseguia fazer isso comigo: me arrancar um sorriso não importa quão difícil estivesse o meu dia.

Dezembro se foi, 2008 se iniciou, fevereiro chegou. O ano letivo se reiniciou e sempre que nos encontrávamos online ficávamos de combinar um almoço pra nos conhecermos pessoalmente.
Sabe-se lá por quais motivos esse almoço nunca era marcado e eu conheci meu ex-namorado. Apaixonado que eu estava, desisti de convidar o mocinho pro almoço.
Até que um dia, meio da manhã e ele ficou online.

-Oi rapaz! Tenho tempo pra um almoço hoje, afim? -ele me convidou.

E eu aceitei.
Eu estava namorando, feliz e realmente foi apenas um almoço. Uma oportunidade de conhecer alguém que já considerava um amigo.
Quando cheguei em frente ao restaurante que marcamos ele já estava lá. E era ainda mais bonito pessoalmente, com um ar desconfiado e um par de olhos verdes esmeralda.
O almoço foi agradabilíssimo, apesar de corrido, já que ele tinha aula na parte da tarde. Mas deu para que eu o conhecesse um pouco mais e me divertisse rindo do seu sotaque ainda carregado, apesar dele morar aqui no RJ já por 2 anos.
E nasceu ali uma amizade.
Muito almoços se seguiram àquele, o contato se estreitou e foi com ele que me abri quando meu peito ficou mais apertado.
Meu namoro acabou e encontrei nele um ombro amigo, um olhar acolhedor e alguém que se mostrava interessado em mim.

Alguém que me chama de lindo quando ele sim é a coisa mais linda do mundo.
Alguém que me apresenta aos amigos da faculdade e que não parece ter nenhum problema em fazer isso.
Alguém que tem um sorriso tão lindo e que nunca vê grandes problemas em nada.
Alguém que me acalma e que me tira do sério, que me faz rir das coisas mais bobas e das mais engraçadas.
Alguém que tem os beijos mais doces e os mais ardentes.
Alguém que eu sei que posso contar e que me faz um bem enorme.
Alguém que tem transparência nos olhos e que me convida a embarcar em seu mundo e a ser feliz.
Alguém que me valoriza e a quem eu sou grato por estar na minha vida.

OBS: A imagem que abre o post não é uma achada aleatória no Google da vida.
São realmente os olhos dele, que eu tomei a liberdade de recortar de uma de suas fotos.


Diário de Férias (3)

12/09/2008

Um terço das minhas férias se passaram.
Engraçado como passa rápido.
Eu já estou de volta a Petrópolis, o passeio por MG já aconteceu e não tenho nada de mais pra fazer a não ser curtir uma praia no Rio nesse fim de semana muito bem acompanhado.
Mas o passeio por BH ainda merece um capítulo aqui.
Na segunda feira, véspera da minha volta, finalmente marquei com os amigos de blog da capital mineira de nos encontrarmos.
E, sinceramente, foi uma tarde e noite imensamente agradável.
Foxx, Cella e Ludo são pessoas maravilhosas que merecem uma descrição mais detalhada.

Como minha amiga de SP iria embora na tarde desse dia combinei com o Foxx de me encontrar na rodoviária de BH onde a deixaria para que pegássemos um cinema ou fizéssemos qualquer coisa até a hora que havia marcado com o Ludo.
Por isso conheci o Foxx antes dos demais.
Encontrei com ele na rodoviária (parece programa de puta isso, né?) e seguimos para um shopping (que ele me disse ser o point da pegação gay de BH) para irmos ao cinema.
Nada de bom passando num horário adequado, por isso sentamos na praça de alimentação e fomos papear tomando chopp.
Essa pessoa é uma figura. Divertido, simpático, inteligente.
A hora voou ao lado de sua companhia e quando nos demos conta, já era quase o momento de encontrar com os demais.
Fiz um tour por BH com o Foxx até chegar no barzinho que o Ludo havia escolhido.
Chegamos lá e surpresa: bar fechado, já que não abria na segunda.
Como pra nós não havia tempo ruim, ficamos no bar do lado, típico austríaco-alemão-e-não-sei-o-que-lá e continuamos na cerveja esperando os outros que chegaram precisamente às 20h.

A Cella é linda.
Linda mesmo.
Uma loira que chama a atenção por onde passa.
E, o que notei, a cara da Daniele Winitz.
Além de ser um doce de pessoa, cheia de boas histórias e uma pessoa que faço questão de já considerar bastante.
Agora, além de poder ler todas as suas aventuras no blog, posso dizer que já conheço essa linda pessoalmente.

O Ludo dispensa comentários.
Conhecem a expressão ‘é nos menores frascos que se encontram os melhores perfumes’?
Pois esse é meu amigo Ludo.
Um cara interessante demais (sim, confesso, flertei na cara dura com ele), com ótimo papo e uma voz de locutor de rádio. Imaginei ele apresentendo um Good Times da vida, hehehe

Como estava hospedado na casa do meu melhor amigo, ele acabou nos encontrando lá depois e a noite transcorreu da melhor forma possível (com direito a troca de SMSs depois e tudo, mas vou abafar isso, hahaha).

Mas a terça feira chegou e com ela meu retorno às terras fluminenses.

Mas deixo registrado aqui meu carinho por todos os queridos amigos mineiros que tão bem me acolheram.


Diário de Férias (2)

08/09/2008

Eu achava BH longe.
Afinal, da região serrana do RJ até aqui são aproximadamente 6h de viagem dentro de um ônibus (tudo bem, que eu passo dormindo mesmo, pq sou bom de cama e de ônibus: bato e durmo!).
Mas então já estava aqui em BH e fui pra Curvelo/MG.
Putaqueopariu!
Demoramos 3h dentro de um ônibus que mais parecia o inferno de Dante: quente e cheio de gente bonita e saudável (estou sendo irônico).
E olha que eu já conhecia Curvelo, mas sempre me esqueço o quão longe é.
Entretanto, como das outras duas vezes que lá fui, essa vez também foi excelente.
Minha amiga que nos acolheu é quase uma irmã. Na verdade, mais do que irmã, pois apesar das dificuldades logísticas, nos conhecemos pela internet num outro blog que eu mantinha e já somos amigos por 05 anos.
Amizade semelhante ao que tenho com a outra amiga que está aqui em BH comigo e que é de SP e que também começou através do meu outro blog.
A internet facilita as coisas, né? Às vezes me pergunto como eu faria sem tão bons amigos que tenho e que conheci primeiro no mundo virtual e só depois passei pro real.

Em Curvelo me diverti muito.
Detalhe, somente a minha amiga que me recebeu lá sabe que sou gay, coisa que contei pra ela tem pouquíssimo tempo, inclusive.
E ela nos recebeu com festa, churrasco e nos levou pra um bar da cidade (Bar do Rego… o povo lá vai tomar no Rego, literalmente).
Agora, imaginem meu sotaque puxado no ‘s’ do Rio no meio de uma porção de mineiras que literalmente se jogavam em cima de mim.
E se jogavam mesmo.
Tiravam foto me abraçando, sentando no meu colo.
Eu sou dado, confesso.
Mas as meninas de Curvelo estavam muito mais acessíveis a mim.
E eu me divertindo MUITO.
Fui obrigado a enviar uma SMS pra uma certa pessoa de olhos verdes e falar que meu lado hetero estava fazendo sucesso. A resposta dele foi hilária:

‘Olha lá, heim! Não vai querer dar uma de heterozinho na prática também que eu posso fazer o mesmo fácil fácil aqui, hahaha. Mas eu deixo elas te quererem pq eu sei que é SÓ MEU! Bjo lindo’

E, o pior, é que eu realmente só ando com a cabeça nele, fazer o quê.
Mas, continuando a falar sobre Curvelo, me diverti muito com o tipo de música regional.
O povo ouve um sertanejo MUITO ruim, com uma porção de duplas do tipo Santiago e Amauri, Vitor Hugo e Diamante e outros nomes estranhos do tipo.
Eu só conhecia Victor e Léo e mesmo assim por causa da música que tá na trilha da novela das 8h.

No domingo meu anfitrião aqui em BH e meu melhor amigo se juntou a nós em Curvelo e a mulherada desistiu de mim e caiu em cima dele.
Daí foi o mais divertido de tudo. Mas devo dizer que ele consegue ser MUITO mais safado que eu. Na escola onde eu sou aluno primário ele é diretor.
No inicio da noite voltamos pra BH, enfrentamos as 3h de viagem na estrada péssima e cá estou eu novamente em BH, para meus últimos dias aqui.

Hoje a noite vou me encontrar finalmente com os amigos que conheci aqui nesse blog.
Ludo já marcou num barzinho e tenho certeza que será mais um capítulo excente dessas férias.


Diário de Férias (1)

05/09/2008

5º dia de férias.
Acordo com aquela preguiça básica e me dou conta de que não estou no meu quarto (na verdade não tenho estado nele desde a segunda-feira, já que estava na casa dos meus pais, numa cidadezinha do sul do estado do RJ).
Enquanto acordo e coordeno as idéias me dou conta de que estou em terras mineiras, mais precisamente na capital, Belo Horizonte. Ou Beagá, pros mais intimos. Pro meu melhor amigo, que agora mora aqui, Beagay.
Cheguei aqui ontem pela manhã e meu amigo e seu ‘marido’ (sim, ele é moderno!) me buscaram na rodoviária. Um dia atípico pra mim: fazendo nada em outro estado e combinando o que fazer nos outros dias.
À noitinha fomos ao aeroporto de Confins (pqp! que lugar longe!) buscar uma grande amiga nossa que aproveitou minha vinda para a capital mineira para agendar a vinda dela também. Como ela é uma pessoa tradicional dispensou as faixas de boas vindas e disse que preferia uma pizza.
Dormimos bem tarde, acordei hoje e cá estou, atualizando essa bodega.
Falei agora a pouco com meu amigo Ludo pelo telefone e estamos tentando agendar de fazer algo. E, não é que a pessoa tem voz de homem de verdade!?!?! Como ele mesmo me disse no telefone, nem o lado cor de rosa ele tem, já que é moreno mesmo!

Amanhã partimos pra Curvelo, coração geográfico das MG pra visitar uma outra grande amiga e retorno a BH no domingo ou na segunda.
E vou tentando atualizar isso aqui.

OBS: Ando com meu coração mais acelerado.
E sorrindo mais.
E meio que sonhando acordado.
Será algo nas terras mineiras?
Não, definitivamente…
Tem mais a ver com uns certos olhos verdes que tem me feito muito bem ultimamente e que eu ainda não havia comentado aqui… Mas isso é uma outra história, pra uma outra hora…