Pensamentos Avulsos (5)

13/08/2008

-Prova no sábado de um processo seletivo interno da empresa para uma função que significaria dobrar o meu salário.

Detalhe: eu já passei por esse processo e fiquei em terceiro lugar. Mas cancelaram o dito cujo e tenho de fazer tudo novamente.

E não estudei nada. Nem tô afim de estudar.

 

-Dia 13/08.

Nem metade do mês.

Meu saldo bancário: R$ 700 negativos.

 

-Palestra sobre um clube de investimentos que está sendo criado na empresa. O palestrante, de uma consultoria particular, era um português: Nuno.

Como prestar atenção em fundos de investimento com um homem gostoso daqueles falando por 1:30h?

 

-Lendo Crepúsculo, da Stephanie Meyer, que está sendo apontada como a nova JK Rowling.

Muito tempo que um livro não me prendia desse jeito.

 

-Academia. Aula de jump.

Como é bom pular e eu não sabia disso!

 

-O preço de um sorriso: 29 comentários!

Conclusão: meu sorriso bomba!

 

-Como o Diego Hipólito é bicha e tosco. Já o vi duas vezes na The Week do Rio e o achei esnobe. E feio. Os amigos que o acompanhavam era bem mais pegáveis!

 

-Continuo feliz.

O céu continua azul (muito azul)!

O sol continua brilhando.

E a vida vai indo. E eu não tomando decisões.

Como é bom protelar!

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Vida

11/08/2008

Como eu ando com uma uma sensação de ‘é hora de viver AGORA’, com mil coisas fervilhando na cabeça e achando que já passou na hora de certas decisões serem tomadas, culminando ainda com não estar muito inspirdo nessa segunda-feira bela e promissora, deixo vocês com as palavras do sábio Mário Quintana.

Nada como nos utilizarmos das palavras dos poetas quando nossas próprias palavras teimam em não nos dizer nada.

 

 

 

 

Uma ótima semana, cheia de vida para cada um de vocês!

 

Update:

Atendendo a solicitação do DO, abaixo, o meu sorriso, cortado de uma foto qualquer, rs…

 


Fragmentos do Cotidiano (6)

08/08/2008

Academia.

O magro aqui, com uma sutil barriguinha surgindo, na esteira e de papo com a instrutora.

Chega uma menina. Bonita. Simpática.

Puxa papo e começamos a conversar durante todo o tempo que eu fico na esteira.

Passados os 20 min que eu tinha de ficar ali vou pros outros exercícios e ela fica lá de papo com a instrutora.

Eu já terminando os abdominais e pronto pra ir embora a menina vem até mim, me dá um cartão e me convida pra um happy hour ‘um dia desses’.

Eu balbuciei um: ‘Tá bom’ e terminei meus abdominais

A menina foi embora e imediatamente me veio a instrutora:

-Meu rei (ela só me chama assim e não faço idéia do motivo), ela ficou encantada com você! Mandou eu sondar tudo e mantê-la informada. Disse que só o seu sorriso iluminou o dia dela!

 

Eu fiz cara de ‘Hã? Como assim?’

Ri e fui embora.

Medo da próxima sexta feira quando o pessoal da academia organizou uma noite de videokê.

 

 

Recado da esposa de um amigo, de quem fui padrinho de casamento e que agora está grávida no orkut:

 

Oiiii….

Quantas saudades!

Rafa e eu estamos te esperando pra reunião social para arrecadação de fraldas do nosso bebê.

Vc vai ser titio e não pode faltar!

Bjos

 

Chá de bebê agora mudou de nome?

Reunião social pra arrecadação de fraldas?


 

Terça-feira, novela A Favorita.

Eu ligado na tv, quando ouço meu vizinho de frente quase gritando:


-Donatella, a Flora vai te matar, ela é uma vadia!

 

Não sou só eu que adoro a novela.

Ainda bem, hehehe.

 

 

SMS do meu amigo W. no celular:

 

Migo, sonhei essa noite que tava dando pra vc… To passada e ainda acordei toda animada… Huahuahuahua

 

Pensem na crise de riso que tive ao ler isso.

Não sei se por causa da mensagem maluca ou por ele falando dele no feminino.


O Seminarista

06/08/2008

Não sei precisar o ano ou qual a minha idade na época.
Sei que ainda estava na faculdade e era uma época em que me divertia nas salas de bate papo da vida.
Morava com meus pais, cidade pequena e a sala de bate papo da cidade vizinha (com seus cento e poucos mil habitantes) era a que ‘bombava’ para nós, do interior.
Aquele bate papo era o ponto de encontro do pessoal da faculdade, dos adolescentes e, claro, dos gays enrustidos da cidade do interior – como eu!
Num belo dia estava naquela sala e ele apareceu. Não lembro se foi direto ou se nos perdemos em trivialidades como o tempo e as pessoas da região; só sei que começamos a conversar. Mas, claro, o interesse de ambos era sexo.
Naquela época eu tinha um msn fake e era pra lá que direcionava as fast-foda (que horrível!). Se valesse a pena e eu estivesse disposto, passava depois para o msn oficial de menino família (o único que uso hoje). E foi no msn fake que marcamos de nos encontrar.
Ele havia mentido bastante. No encontro descobri que ele morava num bairro ao lado do meu e que era mais novo do que havia dito: estava prestando vestibular, devia ter seus 19, 20 anos.
Mas, vá lá, era bonitinho. Moreno, olhos verdes, cabelos castanhos e lisos e um corpo interessante. Conversando no meu carro ele, apesar da timidez, colocou sua mão em minha coxa e ficou me acariciando um bom tempo, até que foi subindo e subindo até chegar no meu pau.
Eu, que sempre fui cagão, disse que ali não era lugar e ele não pestanejou:

-Vamos pro motel!

Fomos.
O menino sabia o que tava fazendo e, pelado, era ainda mais bonito: bunda durinha e arrebitada, corpo legal, sem ser sarado. E chupava com maestria e vontade (o que, particularmente, eu adoro).
Fudemos tanto naquele dia que eu cheguei em casa com o dia quase amanhecendo.
Como o achei gente boa (e não era uma foda de se jogar fora) o passei pro msn oficial e mantivemos contato.
Mas era um tempo atribulado de final de período na faculdade: provas e trabalhos diversos, além do meu emprego, que me consumia bastante tempo. Ou seja, apesar dos repetidos convites dele, não repetimos a dose.
Até que um dia ele sumiu. E nem me dei conta disso.
Só fui perceber um ano depois quando ele me procurou novamente e me lembrei do menino de olho verde que mandava bem no sexo (que vergonha, nem do nome do garoto eu me lembrava).
Ele então me contou o motivo de ter sumido: tinha passado no vestibular pra outra cidade, mas que não havia me esquecido.
Não deu outra, transamos novamente.
Dessa vez o menino estava bem mais solto e me pareceu que havia treinado bastante. Fez a linha Leila Lopes e se mostrou uma cachorra na cama, ainda mais que da primeira vez.
Nada, entretanto, que me deixasse apaixonado. Ele era bom, mas eu vivia uma fase em que nem cogitava relacionamento com outro homem.
Só que esqueci de falar isso pra ele e ele, que começou a me presentear. Primeiro foi um livro, depois um perfume (Fala sério! Quem dá perfume pra uma pessoa que nem conhece direito? E logo pra mim, que sou todo alérgico a algumas coisas).
Comecei a ficar preocupado até o dia em que ele disse que precisava me encontrar para me revelar um segredo.
Já fiquei paranóico, né?
Mesmo tendo transado de camisinha (sempre!), já imaginei que ele ia dizer que tinha alguma doença contagiosa.
Na hora e local combinados ele chegou, dessa vez extremamente sem graça. Eu procurei descontrair, mas estava falando nada com nada e ele resolveu começar.

-Eu não contava com isso, aliás, nunca achei que precisasse te contar isso, mas preciso… Está me matando tudo que estou sentindo. –ele começou a enrolar.
-Tá, diga logo, porque eu estou ficando nervoso já. –encorajei.
-Lembra que eu te disse que passei pra uma faculdade fora daqui e que estou estudando? Pois então. Estou fazendo Filosofia. E depois tenho de fazer Teologia. Sou seminarista! –ele falou de uma vez só.

Sabe quando você não tem o que falar?
Me deu uma vontade maluca de rir.
Nunca fui católico e de hipocrisia eu entendia bem.
Mas até pra mim, ficar com um seminarista era demais.
O problema é que eu não conseguia falar nada. Só me passavam mil perguntas na cabeça e foi aí que comecei a bombardeá-lo.

-Me conta tudo! Tem putaria no seminário? Os padres pegam vocês? Os seminaristas se pegam?

Lembrando agora, vejo o quão escroto fui com o garoto, mas eu realmente não sabia com agir.
Acabou que transamos de novo naquele dia e depois nos afastamos.
Ele voltou pro seminário onde ficava direto, por 5 meses. Só visitava a família nas férias e era nesse período que, quando possível, nos víamos.
Com o tempo fui criando uma grande afeição por ele. É uma pessoa com quem se pode contar, bom pra conversar e muito educado.
Pra fechar o pacote, trabalho e moro atualmente na mesma cidade onde fica o seminário dele.
Eventualmente nos encontramos para um café e um papo casual.
Adoro quando ele vem me visitar aqui no trabalho e os comentários do pessoal que trabalha comigo sobre ele. No mínimo acham que minha alma não tem mais salvação, pois sempre dizem:

-Você precisa de mais amigos como esse M. É um menino muito bom!

Bom?
Ô, como é bom.
Ainda me lembro, apesar de hoje sermos apenas bons amigos.

 


Depende…

04/08/2008

Tem horas que o que mais quero é que tudo se exploda.

Mesmo com com meu sorriso no rosto e um ar de auto-confiança, por dentro posso estar despedaçado.

Fazer o quê? Vive-se de aparência.

Desde pequenos somos moldados e obedecemos a diversas convenções. Isso pode, aquilo não pode; inadmissível agir dessa ou daquela maneira; homem não chora e é insensível.

Estou aqui pra mandar essas convenções pro espaço!

Eu choro, sofro, chuto o balde.
Posso ser mulherzinha e sentimental, dependendo da circunstância, do dia ou da hora. Mas também posso ser canalha, insensível, egoísta e trapaceiro.

Não sou nem vilão nem mocinho. Sou humano, só isso!

Com altos, baixos e médias emocionais como qualquer outro ser humano.

Me cobram o sorriso no rosto a todo custo. É o preço que pago pelo meu sorriso perfeito e luminoso de garoto de comercial de creme dental. Ser bonito e ter o sorriso que muita gente gostaria de ter tem o seu preço. E eu pago esse preço, na boa!

Tem horas que sorrio sem querer sorrir, pois sei ser falso quando quero e, às vezes, é necessário.

Em outras, uso o sistema do FODA-SE! e não pouco ninguém. Ninguém mesmo, pode ter certeza disso.

E nesses dias em que acordo azedo, o céu pode estar azul, o sol brilhando, mas nada importa, pois tudo pra mim é cinza.

Como em outro dia o inverso também pode acontecer e meu lado Pollyana se manifestar para que eu consiga achar o lado bom de todas as coisas.

É nessa eterna briga entre o bem e o mal que vivo cada dia.

O anjinho e o demônio, um em cada ombro, tentando me convencer a agir dessa ou daquela maneira.

E eu cedo. Ou não.

Depende.

Afinal, tudo é relativo.

Inclusive eu mesmo, que posso ser claro ou totalmente confuso.

Entendeu?

Se sim, parabéns!

Se não, vai pro inferno!

 

 

Meu amigo André até me chamou de mal educado por causa desse texto que encontrei nos meus velhos arquivos e eu pensei seriamente em não publicar.

Mas reli e acho válido.

Porque, definitivamente, estou numa fase muito depende na minha vida.

E, creio que todos nós, vez por outra, passamos por fases assim.

Então, assim sendo, ta publicado.

Uma ótima semana para todos vocês. Em que eu desejo sinceramente que o lado Pollyana esteja aflorado e o botão do FODA-SE! desligado.

 


Pensamentos Avulsos (4)

01/08/2008

-Acordei feliz!

Por nada específico, mas pelo simples motivo de estar vivendo.

Não é uma felicidade por alguma pessoa ou por alguma circunstância.

É felicidade pura e simples.

Que eu sei que não dura (afinal, nada dura, nem o bom nem o ruim), mas que está sendo aproveitada.

 

-Por que será que prevejo uma nebulosidade se aproximando?

E, pior, não estou muito preocupado com isso.

Porque sei que é inevitável e, pelo que tenho imaginado, até necessária.

 

-Eu gosto de A.

Eu gosto de B.

Pq não posso ter A e B?

(Questionamento interno e confuso, não liguem!)

 

-Dinheiro. Dizem que não traz felicidade, que não é essencial.

Mas por que então eu penso tanto em ganhar mais dinheiro?

 

-Feliz da vida.

E ouvindo uma coletânea de músicas gravadas por um grande amigo.

O nome da coletânea: My Personal Depression.

Só eu gosto de músicas depressivas mesmo estando feliz?

 

-Um excelente fim de semana para todos nós.

Longe de grandes questões existenciais, de dúvidas, de inquietações.

Só quero beber e curtir a vida.

Um brinde! A nós!

 

-Ai, Marildinha, que sofrimento, viu!

(Essa é pro Mr. Angel, meu companheiro –e amigo! -diário de besteiras no msn que conheci graças a esse blog que só me tem reservado boas surpresas.)