Tipo Isso…

07/03/2013

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Procurando Um Genro No Supermercado

02/03/2013

Tanto tempo sem postar. Mas, sabem como é, a vida anda ocupada, sem que eu tenha essa necessidade de compartilhar meus pensamentos malucos e situações surreais que me cercam. Tudo continua igual, as bizarrices acontecem, mas o ânimo de vir aqui e escrever é que tantas vezes falta. Até que hoje, em pleno mercado, eu vivi algo que pensei: “ah, não, isso tem que ir para o blog!”.  Por isso, cá estou!

Sexta-feira, dia caótico no Rio. Aniversário da cidade e, de presente, greve de ônibus para deixar o trânsito, que já é lindo, ainda mais bonito. Pra melhorar, depois das férias eu retorno ao trabalho. Em plena sexta-feira, porque voltar numa segunda é para os fracos. Apesar da chatice, o dia chegou ao fim e, apesar de cansado por voltar a acordar cedo, mantive o ânimo e fui para a academia (que tenho ido com frequência, orgulho de mim!). Na volta para casa, uma passada estratégica no mercado para abastecer a geladeira para o fim de semana. Claro, depois das 18h de uma sexta, é óbvio que o mercado estaria cheio. Mas, ferrado por ferrado, ferrado e meio e tá bom!

Trabalhos efetuados e pronto para pagar a conta, fui pra fila do caixa, que já era enorme. Foi quando me dei conta que queria comprar algumas goiabas e pedi a uma senhora que estava atrás de mim na fila para tomar conta do meu lugar. Ela sorriu e disse que sim. Foi quando voltei que ela começou a puxar papo comigo e, literalmente, descobri tudo sobre a vida dela.

Ela era de Guarapuava/PA e estava no Rio para passar o aniversário junto com o filho, que já mora aqui há 03 anos. Contou que chegou na quinta e estava indignada com o tempo que tinha virado e não fazia mais calor. Falou do frio do Paraná e de como adorava vir passear no Rio. E m e encheu de elogios, por eu ser um ouvinte muito simpático. Para coroar, emendou:

-Nossa, você PRE-CI-SA conhecer o meu filho!!!

Fiz uma cara de paisagem, porque, né? Como assim, Brasil? Mais um pouco de papo e o tal filho apareceu, já que ele estava no meio das compras e ela guardando lugar na fila. Era um menino bonito, que se via claramente que era do Sul e devia ter seus 26 ou 27 anos. Ela fez questão de nos apresentar e passou então a contar para o filho tudo que eu havia respondido a ela anteriormente. Detalhadamente. Até que, ao terminar de dizer que eu estava vindo da academia depois de ter saído do trabalho ela emendou:

-Ele não é fofo? Você precisa de um amigo (e PISCOU o olho ao dizer amigo) assim, meu filho!

Imaginaram a torta de climão? Pois foi pior. Eu não sabia onde enfiar a cara, o menino também não e, pra completar, a fila não andava de jeito nenhum. Ela continuou animada com a conversa e nós dois lá, com cara de paisagem. Quando enfim chegou a vez de pagar minhas compras, me despedi dos dois e corri pro caixa. Ela me deu um grande tchau e disse que adorou me conhecer e que seria ótimo me ver novamente.

Já na rua, ouvi me chamarem e era o filho dela atrás de mim, totalmente sem graça. Disse que estava muito envergonhado e que era para eu desculpar a mãe, já que desde que ele havia se assumido gay para ela, seu maior prazer era soar moderninha e vivia implorando por um genro. Que eu fui o partido escolhido no supermercado e que ele estava muito envergonhado de toda a situação. Vi claramente que ele estava era realmente se desculpando e em nenhum momento me cantando. Acabamos rindo da situação e nos despedimos.

Vindo pra casa eu tive uma crise de riso. Era só o que me faltava, né? Já tenho uma sogra tão legal, veja lá se ia querer arrumar outra no supermercado?


Almoço de Domingo

06/08/2012

Sabe aqueles momentos que valem a pena, apenas pela alegria e descontração usufruída? Considero esses os mais especiais e os coleciono em minha caixinha de memórias.

Ontem, pleno domingão, recebi em casa para o almoço uma amiga de Belo Horizonte que estava no Rio para resolver algumas pendências particulares. A conheci pela internet, já que escrevíamos no mesmo blog sobre séries de televisão e, com troca de emails diversos e conversas via skype, criamos um carinho um pelo outro. Já a conhecia pessoalmente, de outra vinda dela ao Rio, tempos atrás. E o reencontro foi tão gostoso, regado a comilança e bebidas.

Ela estava no Rio para tirar seu visto, já que vai fazer metade do seu doutorado na Inglaterra. Fiquei tão feliz por ela. Tenho mó orgulho desses meus amigos cabeça, cheios de foco e projetos acadêmicos. E uma certa invejinha, já que tenho uma preguiça mortal de me dedicar a coisas do tipo.

Em casa, com mais duas amigas queridas e o namorido, preparei um almoço gostoso (ficou delicinha: lasanha e cortes de frango ao forno), tomamos um vinho espanhol que ninguém sabe quem deixou na minha casa (abafa!) e apreciamos uma sobremesa deliciosa feita pela amiga de BH (bombom aberto, uma coisa boa boa, com base de brigadeiro branco, morangos picados e cobertura de chocolate meio-amargo… Nhammmm!).

Fora os papos, as fofocas e o carinho no ar.

Adoro domingos. E adoro amigos. Principalmente aqueles que, mesmo distante, quando presentes, fazem a vida da gente tão mais divertida.


Necessidades Básicas

03/08/2012

Namorido vai até à cozinha, abre a geladeira, fica contemplativo e volta para o quarto,. Vira-se então para mim e diz, todo sério:

“-Eu gosto muito da nossa geladeira! Tem tudo o que precisamos dentro dela: água, pudim e bebidas alcóolicas! Não poderia ser melhor!”

Eu sorrio e tenho de concordar.

Cada um sabe bem quais as suas necessidades básicas e prioridades nessa vida, não é mesmo! As nossas, pelo menos por enquanto, estão mais que satisfeitas com água, pudim e bebidas alcóolicas diversas!

Estão servidos?


O Que Fazer Para Não Morrer

01/08/2012

Caminhando de volta para casa na noite da última terça-feira ao lado do namorido, logo depois de assistirmos ao filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (que é muito bom, por sinal), eu lamentava o fim de mais uma franquia, ao mesmo tempo em que demonstrava preocupação. E  minha explicação para o namorido do motivo da minha preocupação é que originou esse post.

É bem simples e eu achava que todo mundo fazia isso: eu leio livros e assisto filmes e séries para não morrer, oras! Isso não é evidente?  Mas vou tentar explicar para quem não pegou a sutileza da parada.

Quando eu lia Harry Potter, logo nos primeiros livros, eu cheguei à uma brilhante conclusão: eu não podia morrer antes de saber o final daquela história. Mais tarde, comecei a acompanhar Lost na televisão e era óbvio que eu não poderia morrer sem entender o que se passava naquela ilha (eu não morri, a série acabou e, mesmo assim, algumas coisas da série ninguém entendeu, nem mesmo os roteiristas).

Com o tempo, fui me viciando em outras histórias, literárias ou audiovisuais, que, por suas estruturas episódicas, me obrigavam a esperar o lançamento de capítulos futuros. Claro que eu não poderia morrer antes de descobrir o final dessas histórias, afinal, se eu morrer, acabou-se tudo, inclusive o resto do mundo, não?

Então, é por isso que eu leio e assisto a filmes e séries: para me manter vivo!

Ao explicar isso ao namorido, ele, com sua sutileza peculiar e uma cara que sempre faz quando quer dizer algo solene, me disse apenas uma frase:

“Você me preocupa, deveria procurar um analista!”

Poxa, ninguém me entende!
😦


Sedução. Só Que Ao Contrário!

30/07/2012

Tem uma coisa que eu chamo de Síndrome da Aliança, que consiste basicamente em você passar a ser notado pelas pessoas quando é comprometido. Se, quando solteiro, você não era lá muito cantado ou percebido, quando começa a namorar ou muda seu status de relacionamento, pessoas começam a surgir do nada, insinuando-se ou te cantando na cara dura.

Claro, faz bem pro ego sentir-se desejado, mas tem situações que chegam a ser bizarras. E, claro, são essas que eventualmente acontecem comigo. O bom é que, passado o choque, essas situações sempre rendem boas gargalhadas, seja pelo inusitado da situação, seja pela bizarrice generalizada.

Por isso, divido com vocês, duas “cantadas” que levei na última semana:

> Situação 01

Na minha rua tem uma igreja católica. Apesar de morar bem perto do centro do Rio, logo no comecinho da zona sul, minha rua tem aquele ar de vizinhança, onde todo mundo meio que se conhece, mesmo que seja de vista.

Como tenho investido no hábito de caminhar na Praia do Flamengo ao final da tarde,  passo frequentemente em frente à igreja onde, por volta das 18h, o padre responsável, encontra-se de pé em frente ao portão de acesso. Imaginem um homem de, aproximadamente, seus 40 anos, sem batina, mas com uma camisa com aquele característico colarinho dos religiosos. Nem feio, mas também não bonito, um homem normal.

Já havia observado que ele me encarava e, eventualmente, me desejava boa noite quando passava. Até que na última semana, eu passando em frente à Igreja com fones de ouvido, mas com o som desligado, ouvi a seguinte frase dirigida à minha pessoa:

“Deus abençoe tamanha formosura!”

Juro, eu ri. Porque, né? Super moderna e sedutora essa cantada.

 

> Situação 02

Sexta-feira, aproximadamente 19h. Entro no metrô da Glória, indo para o centro, onde iria encontrar com namorado e amigos para assistirmos ao musical O Mágico de Oz, no teatro João Caetano. Como seriam apenas duas estações, qualquer linha do metrô me atenderia e acabei pegando um vagão do trem Botafogo-Pavuna.

Em pé, mexendo no celular e distraído, minha atenção foi chamada por duas meninas sentadas um pouco à minha frente que me olhavam e riam. Claro que achei que estava sujo, amarrotado ou com algum problema. Foi quando uma delas se levantou e foi falar comigo, com o seguinte texto:

“Oi, meu nome é fulana e minha amiga adorou você e quer te conhecer melhor.”

Caralho, o que fazer? Me lembrei muito de quando se tem 15 anos e é necessário que um(a) amigo(a) chegue em alguém pra você. Ainda bem que já estávamos na Cinelândia e minha única resposta foi:

“Desculpa, eu vou descer na Carioca!”

E desci.

Sinceramente? Preferia ser meio invisível do que ter ganhado esses elogios. Afinal, nem pra causar aquele ciuminho gostoso no namorado serviram, só o fizeram rir! Dá pra entender, né?


3.1

23/07/2012

31 anos. Estranho já ter tantos números pra contar a minha idade!

O aniversário passou e, como sempre, fui inundado de carinho dos amigos mais lindos e de pessoas muito queridas.

A gente envelhece mas, como tudo sempre tem um lado bom, a gente percebe que os bons amigos são os que entram na nossa vida e permanecem nela.

Aos queridos que se manifestaram, meus agradecimentos.

A quem esqueceu, meu desprezo absoluto, porque eu nem tenho raiva nenhuma de você, seu infeliz!
(Brincadeirinha!)

E que venha o próximo ano de vida!